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Sede de jornal é incendiada no interior de SP, e editor revela ameaças de “negacionistas defensores de Bolsonaro”

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Sede do jornal ficou bastante danificada pelo fogo - Foto: Reprodução/Vídeo
Sede do jornal ficou bastante danificada pelo fogo - Foto: Reprodução/Vídeo
  • Fogo começou na madrugada desta quarta-feira

  • José Antônio Arantes revelou que vinha sendo ameaçado

  • O editor diz que vem combatendo o "negacionismo" em relação à Covid-19

A sede do jornal Folha da Região, na cidade de Olímpia, interior de São Paulo, foi alvo de um incêndio na madrugada desta quarta-feira. O editor José Antônio Arantes, que vive no andar de cima do imóvel, garantiu que tratou-se de um ato “terrorista” e revelou que vinha sendo ameaçado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

O fogo começou por volta das 4h30 da manhã, quando um balde com combustível foi incendiado em frente à sede, onde também fica a Rádio Cidade. O jornalista dormia com sua esposa e neta e foi acordado com os latidos dos cachorros, assustados com a fumaça.

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A família agiu rapidamente e conseguiu apagar o fogo tanto na residência quanto no jornal. A esposa de José chegou a sofrer uma queimadura no braço, mas sem gravidade.

A polícia ainda investiga as causas do incêndio, mas o jornalista acusa “negacionistas genocidas, defensores do presidente Jair Bolsonaro”, que estariam irritados com seu posicionamento favorável às medidas de restrição na cidade para combate à Covid-19, conforme publicou em texto no site do próprio jornal.

Jornalista culpa
Jornalista culpa "negacionistas" pelo incêndio - Foto: Reprodução/Vídeo

“Estou há 40 anos na profissão, comecei minha carreira já no final da ditadura e não vou abrir mão de lutar pelo meu povo e contra qualquer tipo de terrorismo e pensamento político que visem tirar a liberdade e suprir os direitos de minha população”, declarou.

Jornalista foi perseguido na semana passada

José afirmou que vinha sofrendo ameaças pela internet por combate aos “negacionistas”. Ele contou que foi perseguido quando dirigia rumo a São José do Rio Preto na última sexta-feira. “Eu imaginei que tinha sido apenas uma brincadeira de mau gosto de alguma pessoa que não tinha o que fazer.”

O próprio jornalista revelou, no entanto, que só se deu conta da gravidade da situação quando amanheceu com o pneu de seu carro furado no último domingo. “Fui arrumar e descobri que os parafusos das quatro rodas do veículo não estavam totalmente apertadas. Alguns, totalmente frouxos.”