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Secretário da Saúde diz que SP pode ter 800 mortes diárias por Covid-19

João de Mari
·4 minuto de leitura
Governor João Doria announces new measures to intensify the fight against the new coronavirus (Covid-19) in the State of São Paulo, this Monday, October 5, 2020 at the Palácio dos Bandeirantes in the neighborhood of Morumbi, south zone of São Paulo, Brazil. In the photo, the Secretary of State for Health, Jean Gorinchteyn. (Photo: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)(Sipa via AP Images)
O secretário esteve nesta manhã na sede do Instituto Butantan ao lado do governador Doria e do diretor do Instituto, Dimas Covas, para acompanhar o envio de mais 2 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde (Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Sipa USA)
  • Jean Gorinchteyn admitiu que o estado de São Paulo pode ter 800 mortes diárias por Covid nos próximos dias

  • Declaração foi dada em evento no Instituto Butatan, na manhã desta sexta-feira (19), no envio de 2 milhões de doses de CoronaVac ao Ministério da Saúde

  • João Doria (PSDB) estava presente e criticou decisão do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de adiantar 5 feriados

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta sexta-feira (19) que o estado pode chegar a 800 mortes diárias por Covid-19 nos próximos dias.

Gorinchteyn deu a declaração após ser questionado sobre uma reportagem da Folha de S. Paulo, de que projeções internas do próprio governo de João Doria (PSDB) apontam que o estado poderá atingir entre 750 e 800 óbitos diários nos próximos dias.

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"Essa projeção é possível, uma vez que por mais que nós estejamos aumentando o número de leitos, assistência a vida, se não houver o apoio das pessoas no sentido de evitar a sua circulação, e essa fase emergencial visa exatamente diminuir a mobilidade das pessoas", disse.

O secretário esteve nesta manhã na sede do Instituto Butantan ao lado do governador Doria e do diretor do Instituto, Dimas Covas, para acompanhar o envio de mais 2 milhões de doses da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde.

"É óbvio que junto com as pessoas que circulam, circulam com elas os vírus. E dessa forma mais pessoas doente que acabam indo de forma grave para as unidades de saúde. Importante lembrar que é uma doença grave, 40% dessas pessoas infelizmente morrem nas unidades de terapia intensiva", afirmou.

Doria critica medidas de Covas

Na ocasião, Doria fez críticas ao prefeito Bruno Covas (PSDB), seu aliado político, que decidiu antecipar cinco feriados municipais para tentar frear o avanço da doença no município.

"Nós alertamos ontem a prefeitura de São Paulo de que uma medida como essa deveria ser discutida previamente com o governo do estado de São Paulo e com os prefeitos da região metropolitana e também do litoral", disse Doria.

A ocupação geral de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas redes pública e privada está em 90,6% no estado e em 91% na Grande São Paulo nesta quinta (Foto: Agência Brasil)
A ocupação geral de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas redes pública e privada está em 90,6% no estado e em 91% na Grande São Paulo nesta quinta (Foto: Agência Brasil)

Para o governador, a decisão de Covas gera dúvidas e preocupações, sobretudo para os prefeitos do litoral. Há o temor de que paulistanos de desloquem para as praias do estado, incentivando a proliferação do vírus, em vez de impedir a propagação.

Hospitais em colapso

A ocupação geral de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas redes pública e privada está em 90,6% no estado e em 91% na Grande São Paulo nesta quinta.

O número total de pacientes internados no estado é de 26.941, sendo 11.410 em UTIs e 15.531 em enfermaria. Esse valor é 73% maior que o total de pacientes internados no dia 27 de fevereiro, quando o estado bateu o recorde de pacientes internados pela primeira vez.

Na quinta-feira (17), o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, alertou para a possibilidade de que pequenos municípios do estado de São Paulo fiquem sem oxigênio para atendimento de pacientes com covid-19. Segundo ele, com o aumento acelerado de novos casos, o estado pode enfrentar um problema logístico na distribuição de cilindros de oxigênio.

Segundo Gorinchteyn, o problema pode afetar especialmente municípios pequenos, com até 10 mil habitantes. Essas cidades possuem pequenas unidades de atendimento e não têm tanques para fornecimento e armazenamento de oxigênio.

Pedido de lockdown

Com a saúde em situação calamitosa em São Paulo, prefeitos de 19 cidades já pediram ao governador João Doria que decrete lockdown na região metropolitana do estado. A informação foi divulgada pelo prefeito de Santo André, Paulinho Serra (PSDB), ao G1.

Presidente do consórcio que reúne as sete cidades que integram o ABC paulista, Paulinho confirmou que todas elas enviaram um ofício a Doria requisitando o lockdown. Ele explicou, ainda, que a decisão foi aderida por 12 municípios do consórcio do Alto Tietê.