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Secretaria Municipal da Saúde de SP suspenderá cirurgias eletivas

PATRÍCIA PASQUINI
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A partir desta sexta (5), a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo cancelará as cirurgias eletivas -quando não há urgência-- por causa da pandemia de Covid-19. As cirurgias eletivas que já estavam marcadas serão realizadas, assim como as de emergência. Continuam também os agendamentos feitos pelos Hospitais Dia. Para Victor Dourado, presidente do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo), a medida é a mais sensata levando-se em consideração um cenário de pandemia. "As cirurgias eletivas também demandam leitos de UTI, além de que o paciente corre o risco de ser infectado pelo vírus. Por outro lado, já há um déficit deste tipo de cirurgia na cidade e este déficit vai piorar", afirma. Segundo último balanço divulgado pela pasta, nesta quinta (4), o município soma 642.475 casos de infecção pelo coronavírus e 18.859 mortes. Na mesma data, os hospitais da rede municipal tinham 835 pessoas internadas em UTIs em decorrência da doença. As taxas de ocupação de leitos estavam em 76% na terapia intensiva e 80% na enfermaria. Na noite desta quarta-feira (3), o Hospital Municipal Tide Setúbal, em São Miguel Paulista (zona leste), estava internando pacientes com Covid-19 dentro da maternidade. De acordo com informações do Sindisep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), na ocasião, havia 22 gestantes na maternidade, 116 leitos ocupados por pacientes de coronavírus e número insuficiente de trabalhadores para dar conta da pressão na demanda. "Trabalhadores da Pediatria e UTI Neonatal foram transferidos para receber os casos de Covid que estavam sendo acolhidos no alojamento conjunto da maternidade. A noite passada havia 9 pacientes com Covid na área da maternidade, separados apenas por um biombo", diz o órgão em texto. A situação foi normalizada nesta tarde. O aumento dos casos de Covid-19 fez com que a secretaria ampliasse nos últimos três dias mais 170 leitos de UTI e 258 leitos de enfermaria exclusivos aos diagnosticados com a doença. Também foram implantados dez leitos de UTI e 20 de enfermaria leitos no Hospital Municipal Carmino Caricchio (Tatuapé), dez de UTI e oito de enfermaria no Hospital Municipal Gilson de Cassia Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina), 26 de terapia intensiva no Tide Setúbal e 100 de enfermaria no Hospital Cantareira. No hospital da Brasilândia, 34 leitos de enfermaria foram transformados em UTI. Na zona sul, o Hospital Municipal Dr. Moysés Deutsch (M'Boi Mirim) passou a contar com 250 leitos para o tratamento de pacientes com Covid-19. Foram abertos 70 novos leitos de UTI, totalizando 90. As enfermarias passam de 30 para 160 leitos. Com o incremento, a cidade de São Paulo conta com 1.150 leitos de UTI e 1.047 leitos de enfermaria exclusivos para Covid-19. Antes da pandemia, a capital tinha 507 leitos de terapia intensiva; no auge, alcançou 1.340 leitos. A lista de hospitais municipais aumentou durante a pandemia: Brigadeiro, Brasilândia, Bela Vista, Capela do Socorro, Guarapiranga, Sorocabana, Parelheiros e Santo Amaro. No M'Boi Mirim, a secretaria abriu uma unidade anexa e incorporou 100 leitos à operação do hospital.