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Secretário de Saúde chama pesquisadores de 'alarmistas' e veta o termo 'toque de recolher', por comparação com ditadura militar

Vera Araújo
·3 minuto de leitura

Em reunião realizada na noite de quarta-feira, dia 3, com o governador em exercício Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal da Saúde, Daniel Soranz, durante discussão sobre medidas restritivas de circulação de pessoas e atividades comerciais, o secretário de Saúde do Estado, Carlos Alberto Chaves, pediu para que as autoridades não usassem o termo "toque de recolher". Segundo ele, isso poderia ser interpretado como uma medida da ditadura militar. Chaves também criticou pessoas que se aglomeram e especialistas que, na sua visão, espalham "o medo" ao divulgarem pesquisas sobre agravamento da pandemia. Diferente do município, o estado não vai anunciar ações de lockdown.

— Não somos um estado repressor. Sugeri que não usássemos a palavra toque de recolher. Isso pode fazer com que as pessoas façam comparações erradas com a ditadura militar. Queremos que as pessoas se protejam, evitem aglomerações. Fico chocado com os agrupamentos em bares, nas ruas — afirmou o secretário, que é oficial da Marinha e confirmou que não há, até aqui, previsão para a chegada de mais vacinas.

Nas últimas semanas, especialistas vêm alertando sobre risco de colapso em redes de saúde pelo país. Nesta terça, por exemplo, a Fiocruz divulgou levantamento sobre gravidade da pandemia em 19 estados do país, incluindo o Rio. E na manhã desta quinta, a prefeitura publicou novas medidas restritivas na capital, com fechamento de bares a partir das 17h e proibição de comércio na orla e de circulação de pessoas nas ruas entre 23h e 5h.

— Estamos à disposição dos especialistas, mas fico irritado com alguns que vão para TV levar pânico. Os nossos números não estão como nos outros estados. Estamos adotando medidas para evitar que isso aconteça. Não podem pintar um cenário ruim, porque isso não é verdade. Acompanhamos as vagas nas UTIs. O quadro, definitivamente, não é o pior — rebateu Chaves. — Se os especialistas quiserem conversar, que me procurem na secretaria.

Nesta quinta, em entrevista ao jornal Bom Dia Rio, da TV Globo, Carlos Alberto Chaves reiterou o tom e classificou como "alarmismo" as notas técnicas recentes de pesquisadores. Segundo ele, a situação fluminense está distante da "projeção negativa" de outros lugares. O secretário também negou a tomada de medidas restritivas de circulação de pessoas, apesar de declarar apoio ao novo decreto da capital.

— Algumas pesquisas são alarmistas. Muitos desses pesquisadores nunca botaram a mão num doente. É muito fácil falar de dentro do ar-condicionado. Então esse tipo de coisa não tolero. Estamos fazendo prevenção sim, pesquisa, com vigilância de saúde, junto com município — declarou o secretário, que comparou um possível toque de recolher ao período da ditadura militar. — No estado vou botar o quê? Polícia na rua? Toque de recolher? Isso eu lembro de 64. Tem que pensar na educação das pessoas. Jovens de classe média, alta, com grupos enormes, bebendo pela rua, isso é um crime.

Chaves disse que foi feito, nessa semana, um levantamento comparativo entre a situação do Rio e de outros estados com colapso das unidades de atendimento. Segundo ele, o Rio está "totalmente fora desse padrão de projeção negativa", e a única região com cenário grave são Norte e Noroeste, por causa da fronteira com Minas Gerais, explicou.

— Estamos dentro do padrão internacional, de 60 a 62% de ocupação de CTI e 40% de enfermaria. Então está tranquilo. Ontem conseguimos 25 novos leitos de CTI em Caxias, na São José. Estou em contato com ( o hospital ) a Ordem Terceira. Abrindo em Nova Iguaçu o hospital Dr Ricardo Cruz. Não estamos parados, temos regulação, isso é bem claro.

O secretário, que nesta quinta participou da distribuição de 250 mil doses de vacina CoronaVac aos municípios fluminenses, confirmou que o estado não vai anunciar medidas restritivas. Mas explicou que vai dar apoio para as ações definidas pela capital.

— Vai ter apoio total do estado para esse controle, com PM, Bombeiro. Mas a ação principal partirá do município. O estado só monitora, fiscaliza, recebe e entrega vacina. No momento não podemos conseguir mais vacina, que é a solução.

(Com TV Globo)