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Secretário diz que 25 mil alunos da rede municipal de educação estão fora do ensino presencial ou remoto no Rio: 'Faço um apelo aos pais'

·3 min de leitura

RIO — Mais de 25 mil alunos da rede municipal do Rio estão fora das escolas no modelo presencial ou remoto, lamentou o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha. Ele esteve nesta segunda-feira, na Escola Municipal Estados Unidos, no Catumbi, para acompanhar o primeiro dia do retorno total dos alunos às salas de aulas da rede pública da cidade. O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recomendou, no dia 5 deste mês, o retorno de 100% dos estudantes às unidades de ensino públicas e privadas.

— Uma das grandes consequências da pandemia, além da crise sanitária e econômica, é a tragédia silenciosa na Educação. O que a gente vem percebendo é o retrocesso da aprendizagem das crianças e jovens. Muitos deles têm dificuldades em algumas matérias específicas. Oitenta e cinco por cento já retornaram às escolas, mas 25 mil alunos ainda estão longe, seja no modelo remoto ou no presencial. Faço um apelo para que pais mandem seus filhos para a escola. A gente acredita que já passou da hora das crianças retornarem para as aulas — afirmou Ferreirinha.

A partir desta segunda-feira, os alunos da pré-escola (4 e 5 anos), do 1º e 2º do Ensino Fundamental I, e do 5º e 9º ano do Fundamental II retornaram com o uso obrigatório da máscara a partir dos 3 anos de idade, sem o distanciamento de 1 metro, como era exigido antes.

Para a dona de casa Cleide Abreu, de 44 anos, a volta total ao presencial era esperada com grande expectativa. Sua filha Giulie Abreu, de 7 anos, aluna da Estados Unidos, não via a hora de encontrar todos os colegas juntos.

— A gente já queria. Ela voltou até antes, em março mesmo. Achamos que era o momento. Que bom que tudo está voltando ao normal.

Diego Freitas, de 13 anos, da mesma escola, disse que não aguentava mais não ter os amigos por perto:

— Eu sentia muita falta da reunião com os amigos, da educação física. Agora pelo menos fico melhor.

Segundo os especialistas do comitê da prefeitura, o avanço da vacinação e a queda no número de internações e na taxa de transmissão dão sustentação para o retorno. Na próxima segunda-feira, será a vez do 3º, 4º, 6º, 7º e 8º anos, além das creches e alunos do programa Educação para Jovens e Adultos (EJA).

Apesar da recomendação, todas as escolas da rede pública deverão ter a opção do ensino híbrido para os alunos que ainda não se sentirem seguros para retornar às unidades.

Retorno com cuidados

Segundo Ferreirinha, as escolas municipais vão adotar medidas de prevenção contra a transmissão da Covid-19 para o retorno seguro dos alunos:

— As salas precisam ter álcool em gel; as lixeiras precisam estar adaptadas, sem tampa ou pedal; e o refeitório precisa seguir os padrões de higiene para o funcionamento.

No início deste mês, reportagem do GLOBO informou que, a cada dois dias, uma escola da rede municipal tinha suas atividades suspensas por contaminação da Covid-19. Foram 195 unidades foram interditadas pela prefeitura por casos da doença. Os dados são da Secretaria Municipal de Educação (SME).

O levantamento também revelou o número de denúncias no 1746, canal de comunicação da prefeitura, que chegou a 107 reclamações em agosto deste ano, segundo números da Secretaria municipal de Governo e Integridade Pública (Segovi). Entre os registros, estão os diagnósticos de Covid-19 escondidos pelos diretores das escolas, a continuidade do ensino mesmo com casos confirmados e a falta de estrutura das unidades.

A dona de casa Marisa da Silva, de 27 anos, mãe de dois filhos do 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Estados Unidos, conta que, em março deste ano, o retorno presencial foi marcado por casos de Covid-19 e pessoas sem máscara. Para ela, o cenário atual é melhor:

— A gente ouvia muito sobre casos de Covid-19, comida ruim, pessoas sem máscaras. No início foi difícil. Hoje acho que está melhor e já sinto segurança em trazer eles. O retorno é bom para nós.

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