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Seca na região Sul pode encarecer alimentação dos brasileiros

Seca na região Sul deve afetar populações mais pobres (REUTERS/Carla Carniel)
Seca na região Sul deve afetar populações mais pobres (REUTERS/Carla Carniel)
  • Seca nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná pode afetar a mesa do brasileiro;

  • Região é produtora de hortaliças, grãos e cereais e com a menor oferta o preço tende;

  • Com o dólar alto a exportação pode se tornar mais atrativa para os produtores.

200 cidades do Rio Grande do Sul declararam situação de emergência por conta da falta de chuva até os primeiros 15 dias de janeiro deste ano. Segundo a FecoAgro-RS (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul) as culturas de soja e milho acumulam prejuízos de R$ 36,14 bilhões.

A falta de água também prejudica a produção de hortaliças, frutas, leite e carnes. Com menos produtos agrícolas no mercado o preço tende a subir, pois haverá menor oferta de alimentos enquanto a demanda continua a mesma.

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Com isso a estiagem aumenta o preço dos alimentos para os brasileiros. Na última quarta-feira (26/01) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o a prévia de janeiro do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15).

Os alimentos e bebidas sobem pelo 18º mês seguido no país. Esse grupo teve uma alta de 0,97% e puxo para 0,58% o valor do IPCA-15 neste mês de janeiro. A última queda no preço dos alimentos foi em julho de 2020.

A falta de grãos como o milho e a soja podem impactar no preço da carne. Os pecuaristas usam os grãos como alimento aos animais. O produtor precisa pagar mais para manter o nutrição dos bovinos, por exemplo, o que acaba se refletindo no preço final da carne vermelha.

A falta de chuva também pode gerar impactos a longo prazo. Com hortas e solo secos agricultores precisam de linhas de crédito para manter os negócios. O dólar alto também prejudica na importação de insumos e maquinários.

A produção de bens agropecuários tende a levar o produtor a retornos financeiros mais seguros e o dólar na casa dos R$ 5,43 se torna uma boa opção. No entanto essa decisão acaba por afetar ainda mais o mercado interno com a falta de produtos e preços mais altos.

Com informações do jornal Folha de São Paulo.