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Seca afeta agropecuária e derruba PIB do setor

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* PARDINHO, SP, BRASIL, 04-08-2021: Gado come ração na fazenda Grão De Amor, em Pardinho, interior do estado de São Paulo. O café com leite deve ficar mais caro no Brasil. Esse aumento decorre dos efeitos negativos da seca e das geadas no campo, que encarecem a produção, tanto de leite quanto de café. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)
*ARQUIVO* PARDINHO, SP, BRASIL, 04-08-2021: Gado come ração na fazenda Grão De Amor, em Pardinho, interior do estado de São Paulo. O café com leite deve ficar mais caro no Brasil. Esse aumento decorre dos efeitos negativos da seca e das geadas no campo, que encarecem a produção, tanto de leite quanto de café. (Foto: Eduardo Anizelli/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A agropecuária voltou a afetar negativamente o PIB (Produto Interno Bruto) do país. No segundo trimestre, o setor teve uma retração de 2,8%, em relação ao primeiro, fazendo com que o PIB total do país caísse 0,1% no período.

A agropecuária acabou sendo atropelada por uma série de fatores adversos neste ano, principalmente no segundo trimestre. Além de uma retração na pecuária, várias culturas importantes como as da cana-de-açúcar, do milho e do café sofreram forte interferência da crise hídrica. Além disso, foram afetadas por temperaturas extremamente baixas.

O resultado é uma queda na produção total de grãos no país. Prevista inicialmente em até 274 milhões de toneladas, a safra deste ano ficará em 254 milhões, com possibilidade de um número ainda menor, uma vez que os estragos da geada ainda não foram totalmente avaliados.

Essa retração ocorre devido ao milho, que teve o plantio fora da época ideal e foi afetado por intensa seca, o que provocou uma quebra de 20 milhões de toneladas neste ano.

A cana-de-açúcar, também influenciada pela seca, está com recuo de 13% na produtividade, em relação à anterior. De abril a agosto, o volume de cana produzido no estado de São Paulo, principal produtor do país, teve retração de 10,5%.

Milho e cana-de-açúcar, além das perdas provocadas pela seca no segundo trimestre, serão afetados também pelas geadas de junho e de julho, efeito que deverá aparecer na avaliação do PIB agropecuário do terceiro trimestre.

Outro grande fator de retração neste ano é o café. Uma lavoura de intensa atividade no segundo trimestre, que já vinha sofrendo a chamada bienalidade negativa, acabou sendo afetada também pela seca e por geadas.

A produtividade do café tem uma alternância de ano para ano. Na safra anterior, a produção nacional atingiu 72 milhões de sacas. Nesta, devido ao estresse das plantas, houve um recuo para um volume inferior a 50 milhões.

Quanto à geada, a interferência deve ser pequena na produção de 2021, mas afetará a de 2022, quando será o período de bienalidade positiva. Boa parte dos cafezais foi afetada pelo frio de junho e de julho, o que deverá reduzir a produtividade na próxima safra.

Os dados desta quarta-feira (1º) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o PIB agropecuário acumulado nos últimos quatro trimestres superou em 2% o de igual período anterior.

Na avaliação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o PIB do setor deverá terminar o ano com taxa de 1,7%, após ter sido projetada evolução de até 2,6%, antes da quebra de safra.

O café poderá ter uma influência abaixo do esperado no PIB do próximo ano, mas soja e milho vão sustentar a taxa, desde que o clima ajude.

Com isso, o Ipea prevê uma evolução de 3,3% na taxa de 2022. O instituto atribui essa evolução à previsão de uma boa safra de grãos em 2022.

Nos cálculos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção será de 290 milhões de toneladas, com potencial para até 300 milhões. A safra de soja superará 140 milhões de toneladas, e a de milho, 120 milhões.

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