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SEC vai manter pagamentos por fluxo de ordens em Wall Street

(Bloomberg) -- Em meio à elaboração de novas regras para o mercado acionário americano, que movimenta US$ 48 trilhões, a SEC não planeja proibir pagamentos por fluxo de ordens, uma maneira controversa de processar transações de ações no varejo.

A decisão, detalhada por pessoas a par do assunto, segue meses de deliberações internas na agência. E marca uma vitória para as corretoras que são pagas pelos direitos de processamento, embora a SEC ainda estude aprovar outras mudanças que tornariam a prática menos rentável, segundo as pessoas.

A reguladora, que deve anunciar os planos nos próximos meses, não quis comentar.

Wall Street prendia a respiração desde que o presidente da SEC, Gary Gensler, sinalizou no ano passado que a agência poderia proibir o pagamento por fluxo de ordens durante a reforma das regras. A prática geralmente envolve uma corretora que encaminha ordens de negociação de ações de varejo para outra empresa para a execução, em vez de enviá-las para a Bolsa de Valores de Nova York ou Nasdaq.

Esses acordos trariam benefícios como maior liquidez para investidores, mas críticos questionam se traders estão realmente obtendo o melhor preço, já que parte dos potenciais ganhos vão para a empresa que comprou os direitos de negociação.

Por muito tempo objeto de debates incertos sobre a estrutura do mercado, o pagamento por fluxo de ordens entrou no mainstream da política dos EUA durante a onda de ações-meme em 2021.

Ao contrário de alguns países onde a prática é proibida, esses acordos são comuns nos EUA e representam uma fatia da receita de empresas como Charles Schwab, Citadel Securities e Virtu Financial.

Depois de adotar uma linha dura por meses, autoridades da SEC sinalizaram em reuniões recentes com executivos que a proibição não está mais na mesa, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas. Segundo essas fontes, a SEC agora parece estar focada em outras maneiras de tornar o mercado mais transparente após a reação da indústria.

Os defensores dos pagamentos por fluxo de ordens dizem que a prática permite a ampla negociação sem comissões nos EUA.

Desde 2019, a maioria das principais corretoras online não cobra taxas de clientes de varejo pelas transações, seguindo um modelo popularizado pela Robinhood. Multidões de traders que investiram no mercado pela primeira vez durante a pandemia de Covid-19 não conhecem outra forma de negociar.

Gensler destacou a prática como um exemplo de falta de transparência nos mercados. E pediu mudanças para criar “um campo de atuação equitativo” para investidores pessoa física.

A decisão da SEC de não proibir esse método de negociação pode ser uma vitória para corretoras como a Robinhood, que dependem da receita de acordos de pagamento por fluxo de ordens. No entanto, as empresas ainda podem enfrentar novas regulamentações da agência.

Como parte de sua revisão, a SEC estuda regras para reduzir as taxas de acesso que as bolsas cobram de corretoras para executar negócios para algumas ações, o que poderia empurrar mais negociações para as bolsas, disseram as pessoas.

Nenhuma decisão foi tomada sobre o escopo da revisão. Mesmo sem a proibição, no geral as mudanças podem tornar os pagamentos por fluxo de ordens menos rentável.

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©2022 Bloomberg L.P.