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Alta de internações por Covid-19 pressiona hospitais de Porto Alegre, mas prefeito diz: "Sempre vai poder pôr mais alguém"

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Foto: SILVIO AVILA/AFP via Getty Images
Foto: SILVIO AVILA/AFP via Getty Images

Como diversas capitais ao redor do país, Porto Alegre sofre com a pressão sobre seu sistema de saúde devido ao exponencial aumento de internações decorrente da escalada da pandemia do novo coronavírus no país.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta terça-feira (16), o prefeito Sebastião Melo destacou a criança de mais de 600 vagas em hospitais, sendo 200 UTIs. Segundo ele "a abertura de leitos é finita e a doença é infinita". 

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Na sequência, em fala controversas, Melo disse que é preferível que um paciente com Covid-19 esteja dentro de um hospital, ainda que as estruturas estejam superlotadas. 

"Sei que têm limites, mas o hospital sempre vai poder por mais alguém. E estar dentro do hospital é melhor do que não estar. É difícil, reconheço o que os profissionais da saúde estão dizendo, mas é o momento que todos nós precisamos dar as mãos para poder salvar pessoas", afirmou o prefeito.

Ele negou a abertura de hospitais de campanha com a justificaria de que essas estruturas seriam caras e demoradas para se colocar em funcionamento. 

O prefeito também disse que a gestão municipal não fará hospitais de campanha, porque, de acordo com ele, são caros e demorados.

Fortaleza e São Paulo têm colapso nas redes privadas

Além de registrar um novo recorde de mortes diárias (679), o estado de São Paulo assiste a rede privada de sua capital colapsar em alta velocidade. 

Ao menos 15 hospitais particulares da cidade de São Paulo solicitaram ao estado o empréstimo de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar pacientes de Covid-19, segundo o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido.

Em entrevista à CBN, nesta terça, o secretário afirmou que estes hospitais da rede privada solicitaram 30 leitos ao estado porque estão sem vagas e há uma fila de pacientes aguardando leitos.

"Nos últimos 4 dias, tivemos solicitação de 30 leitos de UTI e enfermaria para atender um conjunto de hospitais privados, de convênio, que estão com seus equipamentos completamente lotados e esgotados", disse Aparecido.

Em Fortaleza, a situação é igualmente desesperadora, de acordo com Dr. Cabeto, secretário da Saúde do Ceará.

"Todo o estado brasileiro está em situação muito difícil. Todos os hospitais privados de Fortaleza estão em colapso, 100% deles. Diariamente eu tenho solicitações para ajudar, para colaborar, e essa integração do Ceará como um todo é agora mais importante", disse o secretário durante transmissão ao vivo nesta terça.