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Se você está pensando em adquirir um imóvel, a melhor hora é agora!

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No começo deste ano, um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) indicou que, por mais um ano, o preço de venda de imóvel residencial apresentou queda devido à baixa procura, tendência que se deve se manter em 2019, principalmente neste início de ano.

Isso quer dizer que se você está pensando em ter uma casa própria, o momento ideal é este, que oferece financiamentos com juros baixos e imóveis com preços ainda estáveis. De acordo com o pesquisador da Fipe, Bruno Oliva, o cenário é favorável para negociar valores. “Quem tiver recursos pode conseguir um excelente desconto”, afirmou ao jornal O Globo.

De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), enquanto o lançamento de imóveis novos cresceu 23,3% nos últimos 12 meses, as vendas subiram somente 8% neste mesmo período, o que vai de encontro com a tese de que estoques e oportunidades de negociação não faltarão.

O pesquisador faz um alerta em relação ao tempo para comprar. Para ele, fatores como a volta da inflação, o aumento dos juros nos Estados Unidos, a alta do dólar e o cenário pós-eleição podem levar o Banco Central a subir os juros novamente.

Entretanto, quem procurar com calma tem grandes possibilidades. “Mesmo que a economia volte a crescer, os preços dos imóveis vão demorar mais para subir do que os preços de outros ativos”, diz Oliva à Exame.

Rio de Janeiro é uma boa opção

Segundo Oliva, “a crise do mercado imobiliário no Rio de Janeiro é mais intensa, e há a possibilidade de os preços caírem um pouco mais neste ano”. A desvalorização na região foi de cerca de 30% nos últimos quatro anos.

Além disso, a expectativa para a capital é de novos lançamentos imobiliários na Zona Oeste. As construtoras estão animadas com a perspectiva de melhora na economia e estão comprando terrenos e prevendo lançamentos para o segundo semestre, indicou Roberto Lira, consultor técnico da Sinduscon-Rio, ao O Globo.

Não se planejou? É melhor pensar direito

Se você não se organizou financeiramente para dar um bom valor de entrada no imóvel, talvez a compra não seja tão favorável assim. Os bancos privados exigem um valor inicial de, no mínimo, 20% e Caixa Econômica Federal de 30%. Apesar de a parcela do financiamento ser equivalente ao custo mensal do aluguel, é recomendável entrar com 50% pelo menos.