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“Se você quiser pagar com Bitcoin, queremos ajudar”, diz VP da Mastercard na América Latina

·5 minuto de leitura
Bandeira Mastercard e Bitcoin
Bandeira Mastercard e Bitcoin

O Vice-Presidente da Mastercard na América Latina e Caribe, Walter Pimenta, conversou com a imprensa na manhã desta quinta-feira (30), abordando a visão da empresa sobre o mercado de Bitcoin como meio de pagamento.

Segundo ele, o foco inicial e maior da empresa está na tecnologia blockchain, visto que a companhia já trabalha com a tecnologia há cerca de cinco anos. Para Pimenta, essa inovação deverá causar grandes mudanças na indústria de pagamentos, sendo que a Mastercard já detém mais de 100 patentes no setor.

Nos últimos meses, a empresa aprofundou sua relação com o mercado, expandindo sua atuação para as chamadas NFTs. Ele lembrou que a Mastercard lançou uma imagem assinada pelo treinador de futebol José Mourinho, que fez um grande sucesso.

Todo esse movimento foi possível após a criação do Bitcoin, mas a grande empresa não acredita que a blockchain está restrita a criptomoedas.

Mastercard aplica princípios ao mercado de criptomoedas e ainda vê Bitcoin como ativo especulativo

Para Walter, a Mastercard sempre aplica alguns princípios quando ela pensa em alguma moeda que pode ser processada em sua rede. São eles: proteção ao consumidor, regulação e estabilidade.

Em relação à proteção ao consumidor, a empresa analisa a privacidade dos dados, como a LGPD, por exemplo. Ele lembrou que qualquer que seja a forma da moeda, ela ainda deve atender a regulação do país onde a Mastercard opera.

O último princípio de estabilidade é em relação à volatilidade da moeda, que pode levar desafios a rede da empresa. Ele lembrou que volatilidade também pode ser vista em países com hiperinflação, apesar de não ser um problema como no Bitcoin, que pode oscilar de preço enquanto aguarda a confirmação da transação na rede.

“Por exemplo, se eu tivesse comprado um carro por dois Bitcoins, que hoje é equivalente a US$ 90 mil, até que a transação fosse efetivada na blockchain dessa moeda, pode fazer com que a empresa que esteja recebendo possa receber US$ 90 ou 150, ou 40 mil dólares. Então essa volatilidade no contexto de moedas digitais é uma coisa que preocupa mais”

Para Pimenta, o Bitcoin hoje é considerado pela Mastercard mais como um ativo especulativo que como uma moeda para utilizar em pontos de venda.

“Toda criptomoeda é uma moeda digital, mas o contrário não é verdade”

O VP da Mastercard lembrou também que a Mastercard hoje entende que há três grupos de moedas digitais, não sendo necessariamente todas uma criptomoedas.

A divisão pela ótica da empresa acontece da seguinte forma: moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), stablecoins e criptomoedas. O primeiro tipo é o que o próprio Brasil está conduzindo pesquisas, com o chamado Real digital.

Já as stablecoins, para a Mastercard, é um grupo de moedas emitidas por empresas centralizadas, que controlam o lastro dessas moedas em algum ativo. Por fim, o Bitcoin e Ethereum são algumas das criptomoedas, as mais voláteis do mercado, mas que são as únicas descentralizadas e com maior desafio regulatório em países.

Ao separar o mercado assim, a Mastercard aborda estratégias diferentes, criando produtos para atender as várias demandas, sem esquecer de seus princípios. No primeiro, a estratégia é buscar entender e trabalhar em conjunto com bancos centrais.

Com as stablecoins, a Mastercard está trabalhando com a USDC, emitido pela Circle e Coinbase, já processando transações dessa moeda na rede da empresa em alguns países onde isso é permitido. Ele falou que as moedas estáveis são analisadas uma por uma.

Por fim, as criptomoedas são alvo de interesse da Mastercard, que recentemente comprou a CipherTrace para rastrear transações a ajudar a identificar pessoas por trás das transações, em busca de evitar crimes.

“É um tema que veio para ficar. A América Latina é uma das regiões onde tem maiores traders. Mas vemos hoje esse grupo de moedas como um asset de investimento, especulatório e não necessariamente como um instrumento de pagamento.”

Walter Pimenta, Mastercard
Walter Pimenta, Mastercard

“Se você quiser pagar com Bitcoin, queremos ajudar na liberdade de escolha dos consumidores”

Apesar de não acreditar que o Bitcoin é um meio de pagamento, a Mastercard acredita que as pessoas devem ter liberdade para utilizar o meio de pagamento.

Na rede da Mastercard, deverá funcionar as CBDCs e algumas stablecoins, mas o Bitcoin deverá chegar em alguns produtos em conjunto com bancos e corretoras de Bitcoin, que se licenciarão como emissores de cartões, sendo possível apenas assim a conversão de criptomoedas por moedas fiduciárias, com o serviço sendo realizado pelos parceiros.

Com a CipherTrace, a Mastercard espera ajudar a dar mais segurança para quem desejar operar com criptomoedas públicas, implementando soluções de KYC em cada processo.

Mastercard está em El Salvador conversando com o governo

Durante a sessão de perguntas e respostas, Walter Pimenta esclareceu alguns questionamentos feitos pelos profissionais da imprensa. Uma delas foi sobre o possível envolvimento da Mastercard com a Lightning Network, algo que ele negou que a empresa esteja criando alguma solução com essa solução de pagamentos do Bitcoin.

Contudo, Walter foi perguntado pelo Livecoins se a Mastercard está em conversas com o governo de El Salvador ou com a empresa Chivo, que criou as carteiras de criptomoedas para uso da população.

O VP declarou que a empresa está conversando com o governo local sobre soluções sim, mas que como o cenário ainda é novo não há muito o que declarar sobre o assunto.

“As criptomoedas têm desafios que serão gerenciados pelo governo, mas temos sim conversado no sentido de apoiar inovações em El Salvador e nossos parceiros que estão lá na medida do possível. É um caso novo, não temos muitas informações para ter opinão formada, mas estamos acompanhando a situação e o tempo dirá como isso vai evoluir”.

Fonte: Livecoins

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