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Entenda como greve dos caminhoneiros deve encarecer ainda mais alimentos

·2 minuto de leitura
  • Com mais de 12h de paralisação, a preocupação com a distribuição de alimentos já aumenta;

  • Em paradas de 10h, alimentos perecíveis já ficam 100% comprometidos;

  • Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores voltou a negar participação e apoio em ato bolsonarista.

Após as manifestações do dia 7 de setembro, caminhoneiros que apoiam o presidente bloquearam rodovias federais em pelo menos nove estados nesta quarta-feira: Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão e Rio Grande do Sul. Até o fim da noite de ontem (8), foram contabilizados pelo menos 70 pontos de bloqueio. 

Com mais de 12h de paralisação, a preocupação com a distribuição de alimentos já aumenta, e especialista afirma: "Se persistir, teremos produtos com integridade prejudicada e falta alimentos na prateleira dos supermercados".

Segundo a especialista em Varejo, Flávia Nunes, da Complement Consultoria & Marketing, quando falamos de alimentos, a preocupação maior é com os perecíveis. "Vamos imaginar quantos caminhões saíram de Ceasas - Centrais Estaduais de Abastecimento, e que 'pararam' no caminho. Desses, existem neles compras da Ceasa do Sudeste para as regiões Norte e Nordeste, por exemplo", avalia, ao afirmar que a 'parada' prejudica o recebimento de alimentos em outras regiões do país.

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Em viagens de 36h a 40h, existem controles de variação de temperatura para não haver maturação e perda de integridade do produto. "Quando se paralisa uma viagem, o tempo para troca de veículo ou para pausa de trabalho é de 2h a 4h, sem perder parte dessa integridade. Por 14h, 15h, até 24h, já temos um cenário preocupante. Não se perde 100% dos alimentos, mas já se compromete a vida útil do produto", avalia Flávia.

Outro exemplo pode ser com viagens mais curtas, entre cidades próximas. "Vamos imaginar um caminhão saindo de Piragi (SP), onde há um abatedouro de aves, indo para Ribeirão Preto. Caso o transporte fique parado por cerca de 10h nesse percurso - sem avançar ou voltar - há uma perda de 100% do produto", esclarece a consultora. 

"Para uma falta de abastecimento, estamos falando de de 3 a 7 dias de produtos parados - principalmente dos perecíveis. O valor para reposição dos alimentos, da hora de trabalho dos carregadores de carga e dos funcionários envolvidos certamente pode onerar o custo na hora de ir ao supermercado", completa Flávia.

Liderança nega envolvimento de categoria e afirma: 'quem está lá é de direita'

As manifestações não são comandadas por tradicionais entidades e lideranças de caminhoneiros, que recentemente refutaram participar dos atos a favor do presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, voltou a negar participação e apoio em ato bolsonarista.

"Essa paralisação não é da categoria dos caminhoneiros, é da direita. Além deles, há o pessoal do agronegócio com a pauta intervencionista, fechando rodovias e usando nome da categoria", explicou o líder da ABRAVA.

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