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'Se não tiver base científica, ele vai pagar', diz Lira sobre fala inverídica de Bolsonaro que associa vacina a HIV

·3 min de leitura

SÃO PAULO — O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta segunda-feira que o presidente Jair Bolsonaro deve pagar por divulgar informações falsas, ao comentar a decisão tomada pelo Facebook de retirar do ar uma live do chefe do Executivo. No vídeo, Bolsonaro relacionava os imunizantes contra Covid-19 e o risco de disseminação de Aids em pessoas vacinadas.

A doença pode ser transmitida por meio de relações sexuais ou por recebimento de hemoderivados contaminados com o HIV e cientistas não descobriram nenhuma relação com a vacina contra Covid.

— Se ele (Bolsonaro) não tiver nenhuma base científica, ele vai pagar sobre isso — afirmou Lira, ao responder sobre o assunto durante um seminário sobre o agronegócio em São Paulo.

Em sua live semanal na última quinta-feira (21), Bolsonaro leu uma notícia falsa que dizia que relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que as pessoas completamente imunizadas estão desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida "muito mais rápido que o previsto".

A afirmação do presidente ocorreu um dia após a leitura do relatório final da CPI da Covid, que pediu seu indiciamento por nove crimes em função de sua conduta durante a pandemia. A live foi apagada na noite de domingo.

O Comitê de HIV/aids da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirmou, por nota, que há relação conhecida entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o HIV, e repudiou "toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente".

Auxílio Brasil e teto de gastos

Lira também defendeu o Auxílio Brasil, programa criado pelo governo federal para substituir o Bolsa Família. Ele minimizou o fato de a a proposta furar a política de teto de gastos e afirmou que fere "um pouco". Ainda assim, Lira, entende que é necessária para conter os efeitos da crise provocada pela pandemia no país.

—Precisamos criar esse programa temporário, esse programa vai ferir um pouco o teto, como feriu ano passado, com a PEC da guerra nós ultrapassamos o teto em 700 bilhões de reais. Esse ano, se a conversa fosse clara, de 30 ou 40 bilhões, isso nada impactaria as finanças de um país que tem uma arrecadação de mais de 200 bilhões", disse Lira.

Ele também voltou a criticar o Senado por ainda não ter colocado em votação o projeto que altera as regras do imposto de renda. Segundo Lira, este é um dos motivos porque o governo não conseguiu o orçamento necessário sem ultrapassar o teto.

— Não é a saída que eu desejaria, não é a saída que eu sempre defendi, mas é a saída possível por falta de apreciação do Senado do Imposto de Renda, que traz um conceito correto de se taxar dividendos de quem mais ganha no país e exonerar os impostos das empresas que geram emprego e renda no país — afirmou.

Lira ainda comentou sobre a alta dos preços dos combustíveis:

— A alta dos preços do petróleo e dólar no Brasil vem pressionando muito e nós tocamos num assunto que as vezes parece transversal mas não, ele é focal. A discussão do trato ICMS sobre os combustíveis. E aqui não adianta falarmos que é o ICMS que aumenta o combustível. Não é ele quem "starta" e sim o preço do barril do petróleo na política da Petrobras mais o dólar, mas ele é o tio, o primo, o patinho feio da história — disse o parlamentar.

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