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'Se houver fato que culpe alguém, vamos providenciar punição', diz Omar Aziz sobre CPI da Pandemia

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA - Escolhido por acordo como presidente da CPI da Pandemia, com apoio do Palácio do Planalto, o senador Omar Aziz (PSD-AM) promete uma gestão equilibrada, diz que o colegiado não servirá para palanque político e que "não tem esse negócio de oposição e situação". Segundo Aziz, aqueles que forem citados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito serão punidos.

- Eu sou senador da República e o meu estado foi um dos que mais sofreu com a pandemia. Não é questão de independência, pró-governo ou oposição. Se alguém está com esse pensamento de chegar na CPI porque não gosta de A ou de B e lá quer tirar os seus recalques, a CPI não vai funcionar - afirmou ao GLOBO, questionado sobre ser visto como independente ou governista.

E acrescentou:

- Se houver fato que culpe alguém, essas pessoas estarão no relatório e a justiça será... vamos providenciar punição. A CPI é para apurar esses fatos. Dos outros senadores não tem negócio de oposição ou situação, têm pensamentos diferentes. Agora, eu não vou levar para a CPI pensamento ideológico de ninguém, nem de A, nem de B.

O acordo para a candidatura de Aziz foi costurado nos últimos dias e concluído nesta sexta-feira. Ele já tinha o apoio de governistas, mas ainda precisava vencer a resistência da oposição e dos independentes. Para conquistar esses apoios, ele se comprometeu a indicar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da comissão. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) será o vice-presidente.

Apesar de questionamentos sobre um possível alinhamento com o governo, Aziz já criticou a atuação do governo federal na pandemia. Agora, ele garante que vai garantir equilíbrio aos trabalhos ao comandar a CPI.

- Eu tenho experiência suficiente, como a grande maioria dos membros tem, para quem já foi governador, prefeito, deputado, vereador, secretário de Segurança e é senador, eu tenho idade suficiente e experiência suficiente para ter o equilíbrio necessário para não misturarmos as coisas. Eu não sou candidato à presidência e meu partido não tem candidato à presidência da República para eu chegar lá e fazer daquilo um palanque. Se isso é ser pró-governo ou contra o governo eu não sei, você vai ver minha conduta como presidente - declarou.