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Se crédito não chegar às pequenas empresas, governo adotará mais medidas, diz Sachsida

Estevão Taiar

Secretário defendeu ainda uma lei de falência mais eficiente para ajudar os negócios menores O governo federal implantará novas medidas de crédito direcionadas às micro, pequenas e médias empresas, caso as atuais não sejam bem-sucedidas, afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. Ele lembrou que o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (Pese), linha emergencial de financiamento de folha salarial de pequenas e médias empresas, vem passando por alterações, por exemplo.

"Se [o crédito nas menores empresas] não chegar, novas medidas virão", disse nesta quinta-feira live promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com Sachsida, o Pese, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e a linha com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI) colocarão mais de R$ 75 bilhões no mercado de crédito.

O secretário também destacou que o Brasil e o mundo sairão "mais pobres" da crise. Por isso, defendeu um programa de assistência social "mais robusto", transferindo recursos de programas "ineficientes" e que "não dão resultado". Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia afirmado que está nos planos do governo o Renda Brasil, uma espécie de unificação de vários benefícios sociais.

Por fim, Sachsida defendeu a criação de uma lei de falências "mais eficiente, principalmente para as microempresas".

O secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, admite adoção de novas medidas para pequenas empresas

Marcos Oliveira/Agência Senado