Mercado abrirá em 24 mins

Se comércio reabrir, não vai ter cliente, diz Luiza Trajano

Foto: Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images

A presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, Luiza Trajano, defendeu na terça-feira (31) que empresários do país mantenham por ora o nível de emprego ante a crise disparada pelo coronavírus no Brasil e que os recursos prometidos por governos federal e estaduais cheguem rapidamente à população.

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"Estou pedindo para as pessoas terem calma. O governo está propondo medidas, muitas coisas que elas acham que vão ter de pagar no dia 10, não vão precisar", disse Trajano durante uma conferência virtual organizada pela XP Investimentos.

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Luiza também afirmou que não adianta o comércio reabrir as portas agora, como defendido pelo presidente Jair Bolsonaro e uma série de setores privados do país.

"Se abrir, não vai ter cliente, porque as pessoas estão morrendo de medo. O que precisamos agora é de um pouco de previsibilidade (sobre o fim da quarentena) a partir de segunda-feira", disse a executiva.

Para Luiza, "não tem outra forma de sairmos dessa, temos que fazer um trabalho coletivo, e as empresas não devem demitir neste momento e o governo tem que injetar dinheiro neste momento".

A executiva afirmou ainda que as medidas de injeção de recursos na economia tomadas pelo governo federal e por alguns Estados precisam ser executadas rapidamente. "Tem que fazer rápido e aprovar rápido para chegar na ponta, para dar tranquilidade para as pessoas e para que elas possam entrar em outro ciclo."

Segundo Luiza, a crise desencadeada pelo coronavírus é "10% de quando o Collor confiscou a poupança", disse ela em referência à década de 1990, quando o governo do então presidente Fernando Collor confiscou recursos da poupança de milhões de brasileiros em uma polêmica tentativa de controlar a inflação no país.

"As pessoas ainda podiam ir nas lojas. Agora elas devem ficar em casa... Não tem nada nem perto do que estamos vivendo agora. É uma mudança profunda de paradigma", disse a empresária.

Frederico Trajano, presidente da empresa, confirmou as palavras da tia-avó em entrevista à Folha de S.Paulo, também na terça-feira. "Temos um grau de maturidade digital que faz com que a gente consiga segurar por muito tempo [com lojas fechadas]", disse o executivo.

De acordo com Trajano, mesmo que um decreto permitisse a reabertura das lojas, as do Magazine Luiza continuariam fechadas. "Não temos pressa. Estamos respeitando o lockdown. Mais uma vez, fomos os primeiros a fechar e não devemos ser os primeiros a reabrir."

"Não sabemos quanto tempo vão ficar fechadas, qual será o fluxo de pessoas quando as lojas reabrirem. Em alguns mercados em que o varejo retornou, o fluxo foi menor. As pessoas ficam receosas de ir para a rua. É difícil projetar, nem com bola de cristal."

Com Reuters e Folhapress

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