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Satélites mostram que derretimento do gelo da Terra está batendo recordes

Natalie Rosa
·3 minuto de leitura

As alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global vêm fazendo com que as geleiras derretam mais rápido que o normal, chegando a reduzir a quantidade de gelo existente no mundo todo. E, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica The Cryosphere, realizada por cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido, o nosso planeta está perdendo gelo em tempo recorde.

O estudo da Agência Espacial Europeia (ESA), desenvolvido a partir de dados dos satélites ERS, Envisat e CryoSat e também das missões Sentinel-1 e Sentinel-2, descobriu que, nas três últimas décadas, a taxa de perda de gelo no mundo aumentou de 0,8 trilhão de toneladas por ano na década de 1990 para 1,3 trilhão em 2017. Segundo a pesquisa, houve um aumento de 25% nas taxas de redução de gelo ao longo de 23 anos, e parte da perda aconteceu no derretimento excessivo das mantas de gelo na Antártida e na Groenlândia.

<em>Imagem: Reprodução/Jeremy Harbeck/NASA</em>
Imagem: Reprodução/Jeremy Harbeck/NASA

Thomas Slater, principal autor do estudo, diz que, ainda que todas as regiões tenham apresentado a perda de gelo, as camadas polares da Groenlândia e da Antártida foram as mais prejudicadas. Com os derretimentos, o planeta corre o risco de ter mais inundações nas comunidades que vivem próximas às costas devido à elevação do nível do mar. Com isso, a população terá que enfrentar ainda mais problemas sociais, econômicos e de meio ambiente.

A pesquisa é a primeira do tipo a observar satélites para analisar o desaparecimento de gelo da Terra, cobrindo 215 mil montanhas glaciais espalhadas pelo planeta, além das camadas de gelo na Antártida e na Groenlândia, das plataformas de gelo que estão flutuando ao redor da Antártida e das plataformas de gelo do mar nos oceanos Ártico e Meridional.

O aumento do derretimento das camadas de gelo é consequência do aquecimento da Terra, que, desde a década de 1980, vem ficando entre 0,26°C a 0,12°C mais quente por década. Durante o período do estudo, houve uma perda de 7.6 trilhões de toneladas de gelo do Ártico e de 6,5 trilhões de toneladas de plataformas de gelo da Antártica.

<em>Imagem: Reprodução/Jairo Gallegos/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/Jairo Gallegos/Unsplash

O gelo do mar não é uma contribuição direta para o aumento do nível do mar, mas é uma influência direta para o fenômeno, uma vez que a sua função é refletir a radiação de volta ao espaço para que o Ártico continue frio. Então, quando mais o gelo marinho é reduzido, mais energia solar é absorvida pelos oceanos e pela atmosfera, com a região se aquecendo mais rápido que qualquer outro lugar da Terra.

Ainda segundo a pesquisa, metade das perdas foram de gelo em terra, sendo cerca de 6,1 trilhões de toneladas de montanhas glaciais, 3,8 toneladas das camadas de gelo na Groenlândia e 2,5 trilhões de toneladas das camadas da Antártida. Juntas, essas reduções elevaram o nível global do mar em 35 milímetros, e a cada centímetro de aumento coloca em risco cerca de um milhão de pessoas que vivem nessas regiões.

Fonte: Canaltech

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