Mercado fechado
  • BOVESPA

    112.316,16
    -1.861,39 (-1,63%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    54.774,91
    -389,10 (-0,71%)
     
  • PETROLEO CRU

    79,38
    -1,63 (-2,01%)
     
  • OURO

    1.943,90
    -2,80 (-0,14%)
     
  • BTC-USD

    23.049,84
    -169,18 (-0,73%)
     
  • CMC Crypto 200

    526,66
    +9,65 (+1,87%)
     
  • S&P500

    4.070,56
    +10,13 (+0,25%)
     
  • DOW JONES

    33.978,08
    +28,67 (+0,08%)
     
  • FTSE

    7.765,15
    +4,04 (+0,05%)
     
  • HANG SENG

    22.688,90
    +122,12 (+0,54%)
     
  • NIKKEI

    27.382,56
    +19,81 (+0,07%)
     
  • NASDAQ

    12.221,00
    +114,25 (+0,94%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,5462
    +0,0265 (+0,48%)
     

Satélites da NASA conseguem dados inesperados de emissões de carbono

Nas últimas décadas, a NASA lançou uma série de missões espaciais com o objetivo de medir o progresso das mudanças climáticas na Terra. O que a agência espacial não esperava é o nível de detalhamento dos estudos feitos com seus dados. Cientistas conseguiram, com os dados dos instrumentos OCO-2 e OCO-3 (Orbiting Carbon Observatory 2 e 3), medições tão precisas quanto as coletadas na superfície.

Um estudo de pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá conseguiu, com dados obtidos do espaço, medir pontualmente os gases da usina de energia que é a maior emissora na Europa, a usina de Belchatów, na Polônia.

Qual é a importância desse estudo

Quanto melhores forem os dados que coletamos sobre as emissões de gases estufa e poluentes na atmosfera, mais saberemos sobre o estado atual do aquecimento global e o que deve ser feito para revertê-lo.

Enquanto o OCO-2 é um satélite que orbita a Terra, o OCO-3 é um instrumento acoplado na Estação Espacial Internacional (ISS) (Imagem: NASA/JPL-Caltech)
Enquanto o OCO-2 é um satélite que orbita a Terra, o OCO-3 é um instrumento acoplado na Estação Espacial Internacional (ISS) (Imagem: NASA/JPL-Caltech)

Satélites são comumente usados para obter essas observações de forma remota, sem precisar de medições nos locais de estudo, mas o nível de detalhamento desses dados pode não ser tão preciso quanto dados coletados em campo. Isso se deve às limitações de resolução das imagens coletadas, por exemplo.

Os instrumentos do programa OCO não foram desenvolvidos para medir as emissões de fontes individuais, como é o caso da Usina de Belchatów. Os aparelhos foram lançados — em 2014 (OCO-2) e 2019 (OCO-3) — para gerar mapas da concentração de carbono na escala de cidades a continentes. A capacidade de medir fontes pontuais foi uma “agradável surpresa”, diz Abhishek Chatterjee, cientista da NASA que integra a equipe que desenvolveu os satélites.

As emissões de Belchatów

A usina termoelétrica de Belchatów é considerada a maior emissora na Europa e a quinta maior em todo o mundo. Em operação desde 1988, ela produz energia através da queima de uma forma de carvão chamada lignito, menos eficiente em termos de energia e de emissões que outras variedades como o antracito. A capacidade de geração de energia da usina é de 5.100 megawatts, aproximadamente metade da capacidade da hidrelétrica de Belo Monte.

Imagem noturna da Europa capturada a partir da Estação Espacial Internacional. O OCO-3 está montado na estação para medir as emissões de gás carbônico na Terra (Imagem: Reprodução/NASA)
Imagem noturna da Europa capturada a partir da ISS, de onde o OCO-3 mede as emissões de gás carbônico na Terra (Imagem: Reprodução/NASA)

Refinarias e termoelétricas são responsáveis por metade das emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis no mundo. Apesar de sua alta contribuição para o aquecimento global, o governo polonês pretende manter Belchatów em atividade até 2036.

O estudo com os dados do programa OCO conseguiu verificar até diminuições temporárias em suas emissões em desligamentos temporários, como em eventos de manutenção, provando a eficácia do monitoramento por satélites.

Além do satélite OCO-2 e do OCO-3, a NASA possui outros equipamentos como o EMIT para monitorar as mudanças climáticas. A agência pretende aproveitar estas novas descobertas para melhorar ainda mais as próximas gerações destes satélites.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: