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Satélite vai "filmar" sonda da NASA se chocando contra asteroide

Em algumas semanas, a sonda DART, da NASA, vai se chocar com o asteroide Dimorphos para tentar alterar sua órbita. Enquanto isso, o pequeno satélite LICIACube (sigla de “Light Italian Cubesat for Imaging of Asteroids”) estará por perto, acompanhando a ação a uma distância segura. O satélite italiano “pegou carona” com a missão e foi liberado neste domingo (11). Agora, ele passará os próximos 15 dias ajustando sua posição para acompanhar o impacto e os resultados dele.

O par de asteroides rumo ao qual a missão DART está seguindo é conhecido como Didymos — mas, na verdade, ali estão as rochas espaciais Didymos e Dimorphos. O primeiro mede 780 m de extensão, e o segundo, 160 m. Enquanto ambos orbitam o Sol, Dimorphos orbita Didymos a cada 11 horas e 55 minutos.

Asteroides Didymos e Dimorphos fotografados pela DART (Imagem: Reprodução/NASA JPL DART Navigation Team)
Asteroides Didymos e Dimorphos fotografados pela DART (Imagem: Reprodução/NASA JPL DART Navigation Team)

Elena Mazzotta Epifani, astrônoma do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália (INAF), explicou que o LICIACube viajará autonomamente até Dimorphos. “Ele vai apontar suas câmeras em direção ao sistema de asteroides e também para a DART, e provavelmente vai tirar algumas fotos dela”, disse. O satélite conta com duas câmeras e deverá ficar a cerca de 1 km do local do impacto.

Quando a DART se chocar contra a rocha espacial, os cientistas esperam um aumento na luminosidade em fotos de Dimorphos, que deverá ser perceptível ao comparar as imagens antes e depois da colisão. Os astrônomos vão observar o sistema de asteroides nas semanas seguintes da colisão para garantir que tudo correu conforme o planejado. Mas, mesmo assim, ainda faltariam os detalhes dos efeitos da colisão no asteroide.

O LICIACube irá buscar estes dados por conta própria, se aproximando de Dimorphos para inspecionar a “cena do crime” logo após a colisão. “O LICIACube vai fazer um rápido sobrevoo cerca de 3 minutos após o impacto, a uma distância mínima de 55 km da superfície de Dimorphos em sua aproximação máxima”, disse Epifani. Durante o sobrevoo, o satélite vai tirar fotos focadas no lado do impacto e naquele livre da colisão, além da pluma de detritos. Depois, as imagens serão enviadas para a Terra.

Os resultados da missão DART

Entender os efeitos da colisão da DART em Dimorphos é essencial, já que a missão testará uma técnica de defesa planetária que pode ser necessária algum dia, no caso de algum asteroide perigoso ser identificado em rota de colisão com a Terra. Além disso, a DART e o LICIACube vão levar aos astrônomos as primeiras imagens com detalhes do asteroide Dimorphos.

Engenheiros da missão DART inspecionando o satélite LICIACube (Imagem: Reprodução/LICIACube)
Engenheiros da missão DART inspecionando o satélite LICIACube (Imagem: Reprodução/LICIACube)

O LICIACube vai tirar várias fotos da pluma liberada pelo impacto, da cratera e do outro lado da rocha, ajudando os astrônomos a entender os efeitos da colisão na superfície dele e nos arredores. “Juntas, a DART e o LICIACube vão analisar pela primeira vez, e com alto nível de detalhes, as propriedades físicas de um asteroide binário próximo da Terra, nos permitindo investigar sua natureza e tendo ideias sobre sua formação e evolução”, disse ela.

Esta é a primeira missão ao espaço profundo operada pela Itália. No momento, a Agência Espacial Italiana está avaliando planos de extensão da missão para realizar outros estudos do sistema Didymos-Dimorphos, mas qualquer tipo de decisão sobre a possível extensão da missão deverá ser tomada somente após o impacto.

Fonte: Canaltech

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