Mercado fechado
  • BOVESPA

    105.069,69
    +603,45 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.597,29
    -330,09 (-0,65%)
     
  • PETROLEO CRU

    66,22
    -0,28 (-0,42%)
     
  • OURO

    1.782,10
    +21,40 (+1,22%)
     
  • BTC-USD

    49.111,80
    -3.956,20 (-7,45%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.367,14
    -74,62 (-5,18%)
     
  • S&P500

    4.538,43
    -38,67 (-0,84%)
     
  • DOW JONES

    34.580,08
    -59,71 (-0,17%)
     
  • FTSE

    7.122,32
    -6,89 (-0,10%)
     
  • HANG SENG

    23.766,69
    -22,24 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    28.029,57
    +276,20 (+1,00%)
     
  • NASDAQ

    15.687,50
    -301,00 (-1,88%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3953
    +0,0151 (+0,24%)
     

Satélite TRUTHS vai monitorar o calor retido pela Terra e seus efeitos no clima

·3 min de leitura

A humanidade precisa lidar com a desafiadora tarefa de limitar o aquecimento global em até 1,5 °C, em comparação ao período pré-industrial, conforme estabelecido pelo Acordo de Paris. Para mensurar se o mundo está cumprindo com os esforços para atingir esta meta, a Agência Espacial Europeia (ESA) e parceiros estão desenvolvendo um satélite que medirá quanto calor fica retido na atmosfera da Terra — dinâmica com ligação direta com a quantidade de gases de efeito estufa (GEE).

Conforme anunciado pela ESA durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 26), que acontece em Glasglow até o próximo dia 12, ela e instituições parceiras estão trabalhando na missão Traceable Radiometry Underpinning Terrestrial- and Helio- Studies (TRUTHS). A agência espacial analisará o chamado balanço de energia da Terra, estabelecida pela quantidade de energia solar que chega à Terra e o quanto desta energia fica aprisionada no planeta.

Quanto maior for o balanço de energia, mais aquecida estará a Terra, e os GEE, que têm atingido níveis de concentração recorde, são os potencializadores desta energia retida. Em nota, a ESA disse que a missão TRUTHS será uma referência na detecção de mudanças no sistema climático. Beth Greenway, chefe de observação da Terra e Clima da Agência Espacial do Reino Unido, que é parceira do trabalho, disse que a missão apoiará as ações climáticas que estão sendo negociadas na COP 26.

O satélite será munido de dois instrumentos: o Radiômetro Solar Absoluto Criogênico e o Espectrômetro de Imagem Hiperespectral. Juntos, eles medirão continuamente a radiação solar recebida e refletida. Além de ajudar a observar as mudanças na Terra de maneira mais rápida, a missão fornecerá um sistema de referências de alta precisão, a serem usadas em outras medições e modelos do clima.

A ESA ainda não divulgou mais informações sobre a missão, tampouco sobre seu financiamento, mas, se tudo seguir conforme o planejado, o satélite pode estar em órbita até 2029. Em recente relatório, o Comitê de Satélites de Observação da Terra disse que a precisão das observações da Terra feitas do espaço precisam melhorar — e a missão TRUTHS pode ser uma grande aliada na superação deste desafio.

O maior satélite de observação da Terra, o Sentinel-6, desenvolvido pela <a class="link rapid-noclick-resp" href="https://canaltech.com.br/empresa/nasa/" rel="nofollow noopener" target="_blank" data-ylk="slk:NASA">NASA</a> e ESA, foi lançado em novembro de 2020 (Imagem: Reprodução/NASA)
O maior satélite de observação da Terra, o Sentinel-6, desenvolvido pela NASA e ESA, foi lançado em novembro de 2020 (Imagem: Reprodução/NASA)

A missão é mais um dos muitos esforços da Europa no enfrentamento às mudanças climáticas. Também durante a COP 26, a vice-diretora de serviços de mudança climática do programa europeu Copernicus, Samantha Burguess, ressaltou que a Europa e o Ártico estão aquecendo bem mais rapidamente do que o restante do mundo. Segundo Burguess, diante da atual taxa de aquecimento global, o limite de 1,5 °C será superado em 2034.

A Organização Meteorológica Mundial já havia alertado que os eventos climáticos extremos seriam o “novo normal”. “Se não fizermos nada, na Europa, todos os anos 15 milhões de pessoas estarão em risco de incêndios florestais, 90.000 pessoas por ano morrerão devido às ondas de calor”, disse Vera Thiemig, cientista e pesquisadora do Centro de Pesquisa Conjunta da Comissão Europeia.

Manter o aquecimento global limitado em até 1,5 °C será crucial para reduzir os efeitos negativos das mudanças climáticas. De acordo com Thieming, isto garantirá a redução de incêndios florestais e as mortes relacionadas ao calor extremo, além de diminuir em até 50% o risco de inundações catastróficas.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos