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Satélite que removerá lixo espacial é testado com sucesso na órbita da Terra

·3 minuto de leitura

Lançada em 22 de março deste ano, a missão End-of-Life Services by Astroscale-demonstration (ELSA-d), da empresa japonesa Astroescale, concluiu sua primeira bateria de testes. Em plena órbita terrestre, o pequeno satélite ELSA-d capturou com sucesso um lixo espacial simulado, completando a primeira fase desta tecnologia que poderá contribuir para o uso sustentável do espaço próximo à Terra.

O ELSA-d está acompanhado de um cubo com cerca de 14 kg, equipado com uma placa magnética de acoplamento. Nesta última quarta-feira (25), a equipe de controladores da Astroscale, baseada em solo, lançou um mecanismo de travamento mecânico responsável por conectar o cubo à nave de remoção principal de 175 kg. Até então, os dois eram mantidos juntos pelo sistema magnético — tecnologia pela qual se captura os destroços espaciais.

(Imagem: Reprodução/Astroscale)
(Imagem: Reprodução/Astroscale)

Em seguida, o pequeno cubo foi liberado e recapturado algumas vezes, antes de ser lançado para longe do satélite. Em seu Twitter, a Astroescale informou que essa manobra foi repetida várias vezes para, então, testar e calibrar os sensores do sistema, que permitem uma aproximação segura para a captura do objeto menor orbitante. “Este foi um primeiro passo fantástico na validação de todas as tecnologias-chave para operações de encontro, proximidade e captura no espaço", disse Nobu Okada, CEO da empresa.

Toda operação foi comandada a partir do centro de controle de solo da Astroscale, baseada no Reino Unido. Em nota, a empresa relatou alguns dos desafios para a demonstração da tecnologia — o primeiro experimento de captura orbital realizado por uma empresa comercial. A equipe, no entanto, precisou de 16 estações terrestres, localizadas em 12 países pelo mundo, para manter a comunicação com o satélite — cada estação manteve, em média, 30 minutos de contato.

O chefe de engenharia de sistemas terrestres da Astroscale, Alberto Fernandez, explicou que a conectividade de uma missão orbital realizada na baixa órbita terrestre varia entre 5 a 15 minutos, através de um ou dois provedores em estações. "ELSA-d está realizando demonstrações complexas que nunca foram feitas antes, e precisamos de uma cadeia de conectividade muito confiável e incomumente longa para fornecer um feed de dados em tempo real constante durante as demonstrações", acrescentou Fernandez.

Etapas da missão conluídas (Imagem: Reprodução/Astroscale)
Etapas da missão conluídas (Imagem: Reprodução/Astroscale)

Nos próximos meses, o ELSA-d passará por uma série de testes adicionais com metas ainda mais ambiciosas. Neles, o pequeno cubo será lançado para ainda mais longe do satélite. Primeiro, o cubo permanecerá em uma posição estável e, então, os controladores de solo farão ele “tombar”, simulando um lixo espacial descontrolado — como é a realidade da órbita terrestre.

A Astroscale não para por aqui. No início deste ano, a empresa firmou um acordo de US $3,4 milhões com a OneWeb para desenvolver um sistema comercial de remoção de extintos satélites da órbita, chamado ELSA-M (End-of-Life Services by Astroscale-Multi). Além disso, a Astroscale está cooperando com a agência espacial japonesa JAXA em uma missão para inspecionar o estágio de um foguete japonês, em 2023.

Desde o primeiro lançamento de satélite, em 1957, a humanidade já colocou mais de 11.000 satélites em órbita da Terra — desse total, apenas 3.400 estão ativos. Ainda, estima-se que existam cerca de 34.000 pedaços de detritos espaciais maiores que 10 cm e 900 mil fragmentos menores que isto. Especialistas afirmam que a remoção dos satélites, após o fim de seu trabalho, é fundamental para manter o ambiente orbital limpo e seguro — e o ELSA-d é uma grande aposta neste caminho.

Fonte: Canaltech

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