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Satélite europeu encontra exoplaneta único transitando estrela visível a olho nu

·3 minuto de leitura

Lançado em 2019, o satélite Cheops (CHaracterising ExOPlanet Satellite), da Agência Espacial Europeia (ESA), segue estudando exoplanetas para proporcionar informações sobre a natureza desses mundos distantes. Agora, um novo planeta se juntou aos resultados da missão de forma surpreendente: enquanto estudava dois exoplanetas no sistema estelar Nu2 Lupi, o Cheops identificou um terceiro mundo em trânsito por lá, com características únicas.

A estrela Nu2 Lupi fica a apenas 50 anos-luz da Terra, na constelação de Lupus, o Lobo. Em 2019, o espectrógrafo High Accuracy Radial velocity Planet Searcher (HARPS), do observatório ESO, identificou os exoplanetas "b", "c" e "d" viajando em torno da estrela, com períodos orbitais de 11,6, 27,6 e 107,6 dias e massas entre a da Terra e de Netuno. Depois, o telescópio espacial TESS, da NASA, mostrou que os planetas “b” e “c”, os mais internos no sistema, transitam pela estrela.

Isso a torna uma das três únicas que conhecemos até agora que tem planetas múltiplos, os quais realizam trânsitos pela estrela, o que torna o sistema bastante interessante para estudos. “Sistemas em trânsito, como o Nu2 Lupi, são de grande importância no nosso entendimento de como os planetas se formam e evoluem, já que é possível comparar alguns deles em torno da mesma estrela detalhadamente”, explica Laetitia Delrez, principal autora do novo estudo.

Detalhes dos três exoplanetas do sistema (Imagem: Reprodução/ESA)
Detalhes dos três exoplanetas do sistema (Imagem: Reprodução/ESA)

Quando um planeta realiza um trânsito, ele bloqueia um pouco da luz da estrela ao passar por ela. Essa diferença da luminosidade pode ser detectada, e foi assim que Laetitia e seus colegas tiveram uma surpresa. Eles usaram o Cheops para observar estes dois planetas passando pela face da estrela e, durante um trânsito do planeta “c”, viram também outro planeta mais externo, chamado de “d”, passando pela estrela. Essa descoberta é impressionante porque os exoplanetas de período longo viajam em torno de suas estrelas a longas distâncias, então as chances de identificar um deles por meio do trânsito são bem baixas.

David Ehrenreich, co-autor do estudo, estima que, em comparação com outros exoplanetas, a radiação estelar que incide sobre o planeta “d” é baixa, e que ele orbitaria sua estrela em algum ponto entre Mercúrio e Vênus. Além disso, este mundo tem atmosfera amena e viaja em torno de uma estrela parecida com o Sol, o que o torna um bom alvo para estudos futuros. Por ter grande período orbital e características interessantes para acompanhamento, este é considerado um exoplaneta bastante interessante para estudos futuros.

Com dados do Cheops e de outros observatórios, os pesquisadores determinaram algumas características dos planetas: provavelmente, o planeta "b" é rochoso, enquanto os “c” e “d” podem ter grandes quantidades de água cobertas por envelopes de hidrogênio e hélio. Estes dois podem ter muito mais água que a Terra — mas, talvez, esta água esteja no estado sólido, devido à alta pressão, ou gasoso, pela alta temperatura.

Kate Isaak, cientista de projeto do Cheops, afirma que nenhum deles é habitável, mas a diversidade torna o sistema ainda mais interessante para estudos de como se formam e mudam com o tempo: “existe também a possibilidade de busca de anéis ou luas no sistema, porque a precisão do Cheops podem permitir a detecção de corpos que tenham até tamanho parecido com o de Marte”, explica.

O satélite foi criado especialmente para coletar dados de alta precisão de estrelas individuais conhecidas por terem planetas, e para Kate, os resultados mostraram que o Cheops tem enorme potencial. “Ele vai nos permitir não somente entender melhor os exoplanetas conhecidos, como os que foram mostrados neste e em outros resultados preliminares da missão, mas também descobrir novos planetas e revelar os segredos deles”, disse.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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