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Satélite Amazonia-1 é aprovado em revisão e já pode iniciar fase operacional

·3 minuto de leitura

Em fevereiro, o Brasil lançou o satélite Amazonia-1 para monitorar o desmatamento da região amazônica. Este é o primeiro satélite de observação totalmente projetado e desenvolvido pelo país, e a missão acaba de avançar uma etapa importante. Na última sexta-feira (25), a missão Amazonia-1 foi analisada e aprovada pela Revisão de Comissionamento, que a considerou apta a entrar em operações de rotina. Com isso, o satélite poderá distribuir imagens do Brasil e do mundo para toda a sociedade.

Durante a revisão, foram realizadas verificações de todos os sistemas e funcionalidades que integram o satélite, as quais tiveram desempenho aprovado. O Centro de Controle do Satélite, do Instituto de Pesquisa Espacial (INPE), realizou todas as operações das órbitas iniciais e da etapa de comissionamento. Já o sistema de processamento e distribuição de imagens do satélite realizou todas as tarefas previstas para a câmera que o integra e para os demais sistemas de carga útil.

Desenvolvido pelo INPE e coordenado pela Agência Espacial Brasileira (AEB), este projeto é uma das prioridades do Programa Espacial do país. Carlos Moura, presidente da AEB, afirmou que a união do trabalho e expertise dos setores públicos e privado para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro já traz os primeiros frutos. "Estamos abrindo novas possibilidades para a participação da indústria espacial brasileira adentrar o mercado e competir internacionalmente”, disse ele.

Imagem de Burketown, na Austrália, capturada pelo Amazonia-1 em 12 de maio (Imagem: Reprodução/INPE)
Imagem de Burketown, na Austrália, capturada pelo Amazonia-1 em 12 de maio (Imagem: Reprodução/INPE)

O satélite está operando normalmente e teve sua funcionalidade validada em órbita. Além disso, todos os sistemas em solo, para controle e para a produção de imagens também estão funcionando, e foram aprovados para a fase de utilização, de modo que o satélite já está pronto para a fase de utilização operacional. Os sistemas de controle para a produção de imagens também estão em operação normal e foram aprovados para a fase de utilização.

Este é o primeiro satélite de sensoriamento remoto baseado na plataforma multimissão (PMM). Trata-se de um módulo de serviço que conta todos os recursos necessários para que cargas úteis diversas possam funcionar em órbita. Para isso, o componente tem equipamentos para a geração de energia elétrica, controle térmico, produção de dados e telecomunicações.

Agora, a validação da PMM e o início da fase operacional simbolizam, juntos, a conquista de dois grandes objetivos da Missão Amazônia, um projeto de monitoramento do desmatamento na região amazônica e da agricultura em território nacional, junto de outros programas já existentes. Este é um passo de grande importância para o programa espacial do Brasil, e futuras missões que utilizarem a plataforma vão poder usar o legado proporcionado — com a vantagem de precisarem de menor investimento, devido a menores esforços e prazos de desenvolvimento necessários.

O Amazonia-1 é o primeiro satélite de observação da Terra que foi totalmente projetado, integrado, testado e operado no Brasil, para observar e monitorar o desmatamento amazônico. Por isso, os vários produtos nacionais desenvolvidos para cumprir os objetivos da missão abrem perspectivas para a indústria brasileira competir no mercado espacial e, agora, o Brasil pode afirmar que domina o ciclo completo de desenvolvimento de satélites estabilizados em três eixos.

Fonte: Canaltech

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