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Sardinha: em Portugal e no Brasil, uma paixão nacional

·3 minuto de leitura

Inspirados pela reabertura das portas de Portugal para os brasileiros, propomos um mergulho de cabeça na maior estrela da gastronomia lusa. Não, não estamos falando de bacalhau, que, apesar de ser uma tradição portuguesa, chega ao país europeu importado da Noruega. Se pensou em sardinhas, acertou na lata. Nativa originalmente da Sardenha (seu nome dá a pista), é em Portugal que esse peixinho encontra o seu berço esplêndido.

— Assim que os bebês deixam a mamadeira já começam a comer sardinha —conta o chef Alexandre Henriques, do festejado Gruta de Santo Antônio, em Niterói, aonde elas chegam da Terrinha e são servidas grelhadas no carvão, com pão soloio. — Sentir o cheiro delas grelhando é voltar para Portugal e para a minha infância.

Graúdas, carnudas, de pele reluzente (por conta do óleo que as protege das águas frias do Atlântico): quando se fala em sardinha, não tem Mauritânia, Marrocos ou Bretanha que desbanque o exemplar luso.

— Elas são um ícone nosso, tão importante que virou símbolo do país — conta Bernardo Barreiros Barroso, diretor de turismo de Portugal no Brasil. — Em 1456, uma determinação estipulava que as sardinhas só podiam ser pescadas aos domingos ou em dias santos. Já no século XVII, passamos a comer sardinha com pão, o que matou a fome de muitos portugueses, além de trazer benefícios nutricionais.

Orgulho nacional, o peixe inspirou o renomado caricaturista e ceramista português Bordallo Pinheiro (1846-1905) a criar sardinhas de cerâmica, que também viraram ícone . E a tradição se mantém: a cada ano, artistas do mundo todo assinam suas versões do peixe para a cerâmica Vista Alegre.

E a paixão portuguesa atravessou o Atlântico junto com os portugueses que colonizaram botequins cariocas, virando uma tradição por aqui também. Pedro Freitas, do Farrapos, ponto novo em Copacabana de culinária portuguesa, é desses patrícios que não passam sem sardinha. E usa a nossa, a sardinella brasiliensis, também chamada de “ verdadeira”.

— A portuguesa é imbatível, mas para a bruschetta que sirvo, a brasileira funciona muito bem. E ainda tem um trunfo: é fresquinha, pescada no dia — comenta.

Sócio do Sardinha, outra novidade, no Leblon, o português Gonçalo Carvalho também usa as brasileiras.

— Ela é magrinha, então é melhor não grelhar na brasa, porque vai ficar ressecada. Mas aberta, envolta na farinha e servida bem fritinha, é maravilhosa, pá!

São duas as variedades mais comuns pela costa brasileira: a Lage e a Maromba. A “verdadeira” é a Maromba, que tem sabor mais intenso e é grandona, tanto que pode passar fácil pela portuguesa.

— A carne da Lage é mais dura, mas tem gosto delicado. Tem mais espinha e custa menos. Já a Maromba é bem superior e mais cara — explica Beny Schvartz, que serve sushi de Maromba no seu Peixoto Sushi, japa no Leblon e no Bairro Peixoto.

comida de peixe

Fornecedor de peixe para restaurantes cariocas, Plínio de Oliveira atesta a qualidade das pescadas no Rio.

— As de Angra dos Reis são as melhores — indica.

O carioca Marcello Torres, restaurateur das antigas (Xian, Giuseppe Mar, Giuseppe, Nolita) é outro defensor das Marombas e das Lages.

— As brasileiras são totalmente diferentes, mas igualmente saborosas. É cada uma na sua. A portuguesa tem gordura, boa para grelhar. Já a brasileira é magra, perfeita para fritar e também para fazer escabeche— resume Torres. — Além de ser a isca de pesca mais usada no mundo, nove entre dez peixes preferem comer sardinha. E peixe, convenhamos, entende mais de peixe do que a gente.

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