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Sara Giromini se diz desamparada por Bolsonaro: 'Inveja do Toffoli. Ele pelo menos ganha abraço'

Anita Efraim
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FILE - In this May 15, 2020 file photo, Sara Fernanda Giromini, known as Sara Winter, front center, demonstrates outside Planalto presidential palace in support for Brazilian President Jair Bolsonaro in Brasilia, Brazil. Giromini, the leader of a group that backs Bolsonaro, has been detained and prosecutors say she's suspected of raising funds for actions that could threaten the country’s national security. (AP Photo/Eraldo Peres, File)
Sara Giromini em manifestação a favor do presidente Jair Bolsonaro, em Brasília (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Durante o fim de semana, a extremista de direita Sara Giromini usou as redes sociais para desabafar e reclamar da falta de apoio do governo Bolsonaro. Em prisão domiciliar, a ex-funcionária do ministério dos Direitos Humanos, gravou vídeos chorando e também escreveu um texto criticando Damares Alves e Jair Bolsonaro (sem partido).

“Da parte do ministério de Direitos Humanos, da Damares, nada foi feito. Nenhuma visita, nada”, disse em vídeos gravados no Instagram. “Eu vou ter que levantar e resolver meus problemas, não tem Bolsonaro para ajudar, não tem Damares para ajudar.”

Em outra rede social, disse sentir inveja do ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. “Bolsonaro? Que inveja eu tenho do Toffoli. Ele pelo menos ganhou um abraço do Bolsonaro.”

Nas postagens, ela também foi sobre Damares Alves, de quem foi funcionária. “Damares? Eu sou a filha que Damares abortou. O ofício que meus advogados protocolaram no Ministério dos Direitos Humanos no dia 17 de Junho sobre a prisão política está jogado lá, nem olharam, tampouco responderam.”

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Sara Giromini relatou ser vítima de ameaças de estupro. A ativista de extrema-direita afirmou que sofre por não ver o filho e não poder fazer exercícios físicos.

“Tudo foi tirado de mim, acho que isso era o que o Alexandre de Moraes queria. Bom... Me matar eu não vou, porque eu tenho um filho e sou católica.”

A extremista está presa desde junho, suspeita de envolvimento na organização de atos antidemocráticos.