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Vai sacar o FGTS? 5 opções para fazer seu dinheiro render

Retirada do FGTS: como investir o dinheiro (Foto: Getty Images)

Por Jaqueline Falcão

Com o intuito de injetar cerca de R$ 42 bilhões na economia do país, o governo federal deve liberar saques de até 35% das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A previsão é liberar 35% para o trabalhador que tenha saldo de FGTS de até R$ 5 mil e 30% para aqueles com R$ 10 mil na conta do Fundo de Garantia. Ainda está em discussão o percentual para quem possui entre R$ 10 mil e R$ 50 mil. Quem tem acumulado na conta acima de R$ 50 mil deverá ficar limitado a um saque de 10% do saldo.

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Esta é mais uma medida do governo de aquecer a economia através do consumo. Especialistas recomendam a quem for fazer o saque que invista o dinheiro.

“O FGTS vai deixar de existir? O FGTS quem paga é a empresa, para quando o trabalhador sair ou se aposentar ter uma reserva. Liberar saque de uma conta ativa é uma consequência do governo. A situação que estamos no país foi gerada por uma euforia de consumo”, critica o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) Luis Carlos Ewald, também conhecido como “Senhor Dinheiro”.

Para Virginia Prestes, professora de finanças da FAAP, investir o dinheiro do FGTS é sempre boa opção, uma vez que a sua correção, em torno de 3%, historicamente vem sendo menor que a inflação. “Para quem tiver dívidas de juros altos, como cartões de crédito, cheque especial e empréstimos, o ideal é quitá-las. E depois investir o restante”, orienta.

Mas para quem pretende sacar o dinheiro e investir, seguem algumas dicas de especialistas em finanças.

Poupança

Ainda que não seja o melhor investimento, a poupança rende em torno de 4,5% ao ano. “O brasileiro já está acostumado com essa operação, sabe colocar dinheiro e sabe tirar. Paga mais que o FGTS, mas ainda menos que um fundo de investimento”, explica Juliana Inhasz, coordenadora da graduação de Economia do Insper.

Tesouro Direto

É um investimento de renda fixa, onde você compra um título público do governo federal a partir de R$ 30 para receber o dinheiro corrigido futuramente. Ele paga cerca de 5,5% ao ano. Na prática, é como se estivesse emprestando dinheiro ao país. “Apesar de pagar mais e ser tão seguro quanto a poupança, muitas pessoas ainda não conhecem esta alternativa”, diz Juliana Inhasz.

CDB pós-fixado

É um produto de renda fixa bem conhecido e pede um investimento mínimo de R$ 1.000. “Tem bastante liquidez e pouca volatilidade”, explica Virginia.

Fundo de renda fixa

Tem retorno maior e risco baixo. Os rendimentos são conhecidos no momento da aplicação. Desconta, por exemplo, taxa de administração e taxa de performance. Atualmente, a correção líquida, ao ano, fica em média 5,5%.

Ações

A s perspectivas são positivas com a aprovação da Reforma da Previdência. Em 2018, ela foi cinco vezes maior em relação ao CDI.”A Bolsa de Valores chegou a bater 30% de valorização no ano passado. A dica é diversificar e ter uma carteira com maior rentabilidade”, orienta a professora da FAAP .