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São Paulo tem boom de apartamentos 'minúsculos' em regiões nobres

São Paulo tem explosão de microapartamentos em regiões nobres da cidade. Foto: Getty Images.
São Paulo tem explosão de microapartamentos em regiões nobres da cidade. Foto: Getty Images.
  • Dados apresentados pelo jornal 'O Estado de S. Paulo' mostram que a cidade de SP ganhou 250 mil novos microapartamentos entre 2014 e 2020;

  • Endereços mais procurados no mercado de microapartamentos estão em bairros como Jardins, Pinheiros e Vila Mariana;

  • A mudança traz um novo perfil à vizinhança, que tem menos idade e atrai mais comércio e serviços para a região.

Há um novo impacto atingindo o cenário urbano de São Paulo. Os apartamentos compactos estão avançando cada vez mais sobre a cidade. Segundo dados apresentados pelo jornal 'O Estado de S. Paulo', o munícipio recebeu 250 mil novos apartamentos pequenos entre 2014 e 2020.

Em contrapartida, prédios corporativos, conhecidos por preencher o imaginário da cidade, parecem mais raros, um movimento que especialistas veem como sem volta.

Os endereços mais procurados no mercado de microapartamentos estão em bairros como Jardins, Pinheiros e Vila Mariana.

Essa mudança traz consigo um novo perfil à vizinhança: geralmente pessoas que tem menos idade, são solteiras ou casadas e sem filhos, e atraem mais comércio e serviços para a região.

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Para esse novos moradores, o deslocamento traz a oportunidade de estarem mais próximos do trabalho e do centro, já que imóveis mais espaçosos em bairros centrais ficam inviáveis para jovens.

Por outro lado, antigos morados temem a piora no trânsito e a poluição sonora nessas regiões, que até então tinham um perfil mais residencial.

Segundo levantamento de engenheiros e arquitetos de São Paulo, existiu uma explosão de studios e apartamentos com até 45 m² que não foram não terminados, principalmente depois de 2019.

Como é grande o número de imóveis nessa situação, em que não há moradores dentro, a transformação é sentida gradualmente.

O crescimento dessas moradias menores também foi impulsionada por um decreto de 2016, ligado à Lei de Zoneamento, que possibilitou classificá-las como ‘não residenciais’.

Mesmo que funcionem apenas como ‘serviço de hospedagem ou moradia’, a categorização permite aceitação de estímulos do Plano Diretor.

*As informações são do Jornal O Estado de S. Paulo.

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