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São Paulo recorre a empréstimos de R$ 48 milhões

Jorge Nicola
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Elenco do São Paulo no primeiro contato com Julio Casares após sua eleição como presidente (Rubens Chiri/São Paulo)
Elenco do São Paulo no primeiro contato com Julio Casares após sua eleição como presidente (Rubens Chiri/São Paulo)

Líder do Brasileirão e semifinalista da Copa do Brasil, o São Paulo segue com problemas financeiros. Tanto que precisou recentemente de R$ 48 milhões em empréstimos bancários e adiantamentos de receitas como a Federação Paulista e a CBF.

A informação foi confirmada ao Blog pelo diretor financeiro do Tricolor, Elias Albarello. E existem algumas justificativas para o movimento, que foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do São Paulo no último encontro. Uma delas é a perda de R$ 200 milhões em receitas ao longo da temporada, por causa da pandemia do Coronavírus.

As eliminações precoces no Paulistão e na Libertadores também ajudam a explicar a captação de quase R$ 50 milhões.

Para completar, há uma questão burocrática: com a troca do presidente e do diretor financeiro, certamente haverá uma dificuldade maior para a obtenção de empréstimos nas primeiras semanas de 2021. E o clube certamente precisará de receitas para quitar uma série de compromissos com atletas, funcionários, fornecedores e afins.

Importante: dos R$ 48 milhões, existe a obrigação de que Leco deixe pelo menos R$ 22 milhões em caixa, para serem usados por Julio Casares no primeiro bimestre. Vale lembrar que boa parte dos recebíveis ligados à TV pelo Brasileirão ficarão para fevereiro, quando o campeonato se encerra.

Há outro ponto a se considerar a respeito das finanças do São Paulo para 2021: 50% dos salários dos atletas durante todo o período de pandemia foram adiados e só começam a ser quitados a partir de março.