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São Paulo de Diniz também tem raça

Alexandre Praetzel
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Igor Gomes comemora o gol da vitória sobre o Goiás, no Morumbi. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Igor Gomes comemora o gol da vitória sobre o Goiás, no Morumbi. Foto: Marcello Zambrana/AGIF

O São Paulo venceu o Goiás de virada e subiu para 33 pontos na Série A do Brasileiro, com três jogos a menos do que seus principais adversários. O tricolor é líder por aproveitamento com 64,7% em 17 partidas.

Sem Daniel Alves, suspenso, e Tchê Tchê, contaminado por Covid, Fernando Diniz escalou Juanfran e Vitor Bueno como titulares. O desempenho foi regular no primeiro tempo, com o Goiás abrindo o placar com Fernandão e Brenner empatando num gol polêmico, validado pela arbitragem. O blog mantém a dúvida se a bola entrou ou não, após o cabeceio do atacante e a defesa do goleiro Tadeu.

Na segunda etapa, Diniz voltou a tirar o zagueiro Diego Costa, colocando Pablo em campo. O São Paulo forçou o jogo, ganhou muitas divididas e não desistiu da vitória em nenhum momento. Tanto esforço foi recompensado com o gol de Igor Gomes, em chute cruzado no canto direito de Tadeu. O Goiás ainda tentou reagir, mas desta vez a defesa são-paulina foi bem e mostrou bom posicionamento.

O São Paulo de Diniz pode receber várias observações críticas, mas é inegável que a equipe tem sido bastante raçuda e indignada quando está em desvantagem. O espírito mudou depois da derrota para o Mirassol e o elenco pode levar o São Paulo a um título tão esperado. A eliminação para o Lanús, na Copa Sul-Americana, não vai para a conta de Diniz, e sim para os atletas que perderam um caminhão de gols.

Agora, tem o Flamengo, abrindo as quartas-de-final da Copa do Brasil. Vejo confrontos equilibrados e o São Paulo com chances de avançar. Se isso fosse há três meses atrás, não acreditaria.