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Santos precisa de gestão com futebol e finanças equilibradas. Peres sai melancolicamente

Alexandre Praetzel
·2 minutos de leitura
Peres deixa o Santos de forma melancólica. Foto: Fernanda Luz/AGIF
Peres deixa o Santos de forma melancólica. Foto: Fernanda Luz/AGIF

José Carlos Peres foi afastado da presidência do Santos, por irregularidades nas contas da gestão, em 2019. A decisão aconteceu na sessão virtual do Conselho Deliberativo, com 161 conselheiros a favor, seis contra e nove abstenções. O vice-presidente Orlando Rollo assume a presidência pelos próximos 60 dias, até votação dos sócios por um impeachment ou não de Peres.

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A saída de Peres acontece de forma melancólica, em quase três anos de um mandato polêmico. Peres corre o risco de ter três contas de gestão reprovadas pelos conselheiros, algo inédito no clube. O mandatário teve a venda de Rodrygo ao Real Madrid, mas o dinheiro que entrou não serviu para o Santos equilibrar suas finanças. O Santos não pode registrar novos jogadores, enquanto não quitar as dívidas com o Hamburgo-ALE e Huachipato-CHI, pelas contratações de Cléber Reis e Soteldo. Os valores chegam a R$ 48 milhões, equivalente a quatro folhas salariais dos atletas.

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Obviamente, as atitudes discutíveis de Peres afetaram o ambiente santista com os atletas. Everson e Sasha entraram na Justiça e foram embora para o Atlético-MG, rendendo dinheiro ao Santos, pelo menos. Outros jogadores não seguiram o mesmo caminho, mas a relação já estava deteriorada. Cuca chegou ao Santos como “bombeiro” e arrumou a casa, melhorando o time do Santos, sem reforços e muitas alternativas. O Santos faz boa campanha na Série A e está praticamente classificado na Libertadores da América.

Agora, veremos como Orlando Rollo vai comandar o Santos. Desafeto de Peres, Rollo sempre foi coerente com sua posição, deixando claro que Peres não faria bem ao clube. Rollo precisa dar tranquilidade aos atletas, até a eleição do novo presidente, em dezembro. O Santos tem dez pré-candidatos, mas a nominata deve cair pela metade. Muitos têm várias soluções para o clube, mas a verdade é que o Santos precisa equilibrar futebol e finanças, senão sempre ficará à espera de um novo “raio” surgido da base. Pouco, muito pouco para um clube que faturou R$ 1 bilhão em venda de jogadores no século e não tem dinheiro para quitar dívidas emergenciais.

Quando escuto que esse valor sumiu porque o Santos gasta mais do que arrecada, fico imaginando como o Santos consegue sobreviver e seguir gigante, competindo com os demais. O presente e o futuro são sombrios, a não ser que apareça alguém que pense apenas no clube e menos em si.

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