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Santander fica à margem de fusões para focar em expansão digital

Charlie Devereux e Erik Schatzker
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Banco Santander planeja ficar de fora da onda de fusões bancárias no mercado espanhol, pois prefere expandir sua plataforma digital.

“Não estamos prestes a participar de nenhuma, digamos, consolidação bancária tradicional”, disse a presidente do conselho do banco espanhol, Ana Botín, em painel no Bloomberg New Economy Forum na terça-feira. “Não acreditamos que seja a coisa certa para nós no momento. É muito mais provável que continuemos comprando plataformas de tecnologia ou aquisições complementares.”

Na nova rodada de consolidação, o maior banco da Espanha - e o segundo maior da zona euro por valor de mercado - permaneceu visivelmente à margem. Na segunda-feira, horas após o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria e o Banco de Sabadell comunicarem que negociavam uma fusão, o Santander anunciou a compra de ativos tecnológicos que pertenciam à Wirecard.

Enquanto executivos de bancos e autoridades de política monetária em toda a Europa defendem a necessidade de consolidação do setor, o Santander está em processo de unir seu banco digital Openbank com a operação de financiamento ao consumidor e combinar suas plataformas de pagamentos para formar uma única unidade que possa competir com gigantes globais.

A economia da Espanha é uma das mais atingidas pelo coronavírus e as taxas de juros negativas comprimem as margens dos empréstimos. Com isso, bancos do país buscam fusões com rivais domésticos para cortar custos. A notícia da possível fusão entre o BBVA e o Sabadell surge poucas semanas depois que o CaixaBank e o Bankia fecharam um acordo para unir as operações. O Unicaja e o Liberbank também estão em negociações para formar o quinto maior banco da Espanha.

O Santander, um banco conhecido por aquisições ousadas e rápida expansão global, pode ter perdido a última oportunidade de crescer em casa, disse Jaume Puig, diretor-geral da gestora GVC Gaesco, com sede em Barcelona.

“O Santander ficou para trás, e não vejo qual é o objetivo deles”, disse Puig. “Eles estão cometendo um erro, porque esta é a segunda e última onda de fusões de bancos. Se eu fosse o Santander, não teria recusado esta oportunidade.”

Puig, que tem participação no BBVA, disse que uma aquisição do Sabadell pelo Santander faria mais sentido econômico do que uma combinação com o BBVA, porque suas carteiras complementares de clientes corporativos gerariam mais sinergias.

Ainda assim, o negócio é promissor para o BBVA e dará ao banco de Bilbao oportunidades para reduzir custos. O banco pode cortar até 6.000 empregos e fechar 1.250 agências se concretizar a compra do Sabadell, informou o jornal Cinco Días.

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