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Santander expande negócios agrícolas com aposta no Brasil

Isis Almeida e Fabiana Batista
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O Banco Santander SA está expandindo seus negócios agrícolas no Brasil, uma vez que o país, maior produtor mundial de soja, açúcar e café, continua a aumentar produção e solidificar sua posição como uma potência agrícola global.

A unidade local do banco espanhol expandiu sua mesa de risco de commodities para oferecer hedge de 20 produtos agrícolas, ante quatro há um ano, disse Luiz Masagão, diretor de tesouraria do Santander Brasil SA. A empresa também está assumindo mais riscos e quer aumentar sua participação no financiamento do comércio de commodities para empresas locais e internacionais com negócios agrícolas no Brasil.

Os movimentos vêm em um momento em que as commodities estão novamente em alta, com preços de milho, soja e trigo subindo para níveis mais elevados em muitos anos. Até o problemático mercado de açúcar melhorou. Acompanha também a saída de alguns players internacionais da área de trade finance, como ABN Amro NV, BNP Paribas e Societe Generale SA.

“A agricultura é onde o Brasil tem vantagem competitiva, onde vemos que o PIB vai crescer”, disse Masagão em entrevista.

A expansão da mesa de derivativos do banco no Brasil faz parte de uma estratégia global mais ampla de tornar o país sul-americano como principal propulsor do crescimento da agricultura. O banco também está aumentando sua exposição ao risco oferecendo hedges feitos sob medida no mercado de balcão, em vez de apenas atuar como um intermediário entre os clientes e as bolsas de futuros de commodities, disse Masagão.

“Traremos o risco de hedge em nosso balanço para oferecer soluções customizadas”, afirmou.

O Santander também busca aumentar o financiamento comercial para clientes que operam no setor agrícola do Brasil. O negócio cresceu 30% no ano passado, apesar da pandemia, e espera-se um maior crescimento para 2021, disse Caroline Perestrelo, superintendente comercial corporativa de agronegócio do Santander Brasil. O banco também vê oportunidades à medida que outros bancos, sobretudo os Europeus, saem ou reduzem exposição ao setor.

“Abriu mais oportunidades para nós”, disse ela na mesma entrevista. “Recebemos ligações de clientes deixados por nossos concorrentes. Estamos trabalhando para conquistar parte desse negócio.”

Os fundamentos otimistas para commodities agrícolas, combinados com a posição estratégica do Brasil como um importante fornecedor global de alimentos, estão abrindo caminho para um crescimento consistente nos próximos anos, acrescentou ela.

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