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Santander é alvo de protestos por demissões na pandemia

O banco Santander é alvo de protestos no Brasil por conta de demissões na pandemia. (Photo by Jorge Sanz/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

O banco Santander, de origem espanhola e uma das maiores instituições financeiras do mundo, é alvo de protestos no início desta semana, no Brasil, por conta de demissões realizadas durante a pandemia de COVID-19, e também por alegações de funcionários de que as normas de proteção contra o vírus não estão sendo totalmente cumpridas em suas unidades.

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Além de protestos físicos, na frente de agências bancárias, os protestos chegaram aos trending topics do Twitter, com a hashtag #SantanderRespeiteOBrasil. Até o momento, não havia resposta oficial do banco frente às manifestações. 

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Os usuários centravam suas críticas no fato de o banco acumular grandes lucros na operação brasileira, e ainda assim ter promovido demissões, ainda que tenha firmado compromisso com entidades sindicais de que não demitiria, ao menos não no período mais crítico da pandemia de COVID-19. 

Segundo entidades sindicais, foram pelo menos 15 demissões na Grande São Paulo, e haveria indicações de que os cortes continuam em outros estados ao longo da semana.  

“O próprio banco anunciou o compromisso em seu site, dizendo claramente que não promoveria ‘nenhum processo de demissão em todo o território nacional durante o período mais crítico da epidemia de Covid-19’”, diz Mário Raia, representante de uma entidade sindical e funcionário do banco, em entrevista ao site dessa mesma entidade. “A suspensão das demissões foi uma reivindicação do movimento sindical, para que a categoria não fosse prejudicada e para impedir prejuízos ainda maiores à economia, uma vez que muitas empresas poderiam iniciar um processo de demissões que levaria à explosão do desemprego no país.”

O sindicato aponta ainda como motivador dos protestos a política do banco em relação à proteção dos funcionários contra o COVID-19. O Santander estaria incentivando o retorno ao trabalho presencial, mesmo com o número ainda crescente de contágios decorrentes do novo coronavírus. “O banco tem agido como se nada estivesse acontecendo no país. Mas, estamos vivendo uma pandemia que já matou mais de 36 mil brasileiros”, diz Raia.

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