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Santander defende manifesto pró-democracia e posição da Febraban

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Santander votou a favor do apoio da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) ao manifesto organizado por entidades da sociedade civil em defesa da democracia.

Presidente do Santander no país, Mário Leão afirmou nesta quinta-feira (28), durante entrevista a jornalistas, que o banco participou de uma sessão extraordinária realizada pela federação para tratar do assunto.

"A gente considera legítimo o debate, considera legítimo o manifesto, e a gente considera legítimo que a Febraban, como órgão que representa a congregação dos bancos, tenha um voto único, e, portanto, uma participação no manifesto. A gente contribuiu para que a Febraban, de forma democrática, concluísse em apoiar [o manifesto]", afirmou Leão.

"Ficamos felizes com o resultado, porque acreditamos na legitimidade de um manifesto como esse. Esse não é um manifesto político, ele é um manifesto democrático, e não é partidário, não favorece nem A nem B. Ele favorece a democracia, foi nosso voto dentro do ambiente de Febraban, e ficamos felizes que a Febraban como um todo, democraticamente, votou a favor de participar do manifesto junto com outras congregações e pessoas físicas", disse, acrescentando que o banco não tem a intenção de aderir ao manifesto individualmente na figura de seus principais executivos.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no âmbito de sua governança interna, por maioria, deliberou por subscrever documento encaminhado à entidade pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado 'Em Defesa da Democracia e da Justiça'", afirmou a federação, em nota divulgada na tarde de quarta-feira (27).

Controlados pelo governo, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil se posicionaram contra a adesão da Febraban ao manifesto em favor da democracia.

Por sua vez, os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, copresidentes do conselho de administração do Itaú Unibanco, e Candido Bracher, ex-presidente da instituição financeira e hoje também integrante de seu conselho, assinaram individualmente o manifesto em defesa da democracia que está sendo organizado pela Faculdade de Direito da USP.

Durante a coletiva nesta quinta, o CEO do Santander Brasil disse também que o banco é apartidário e não torce por nenhum resultado em específico nas eleições.

"A gente torce por um resultado que seja pró-Brasil, pró-democracia, e obviamente pró-crescimento econômico. Temos segurança de que todos os candidatos têm isso na agenda", afirmou Leão. "A gente torce para que essa agenda pró-crescimento seja, de fato, sustentada por quem quer que venha vencer [a disputa]".

Início da oferta de criptomoedas O CEO do Santander disse ainda que está nos planos do banco iniciar a oferta de serviços relacionados ao mercado de criptomoedas durante os próximos meses, incluindo a base de clientes pessoa física.

"A gente espera nos próximos poucos meses já ter definições a respeito disso, quem sabe na próxima divulgação [de resultados trimestrais], ou até antes", afirmou Leão. "A gente reconhece que é um mercado que veio para ficar, e não é uma reação necessariamente a concorrentes se posicionando, é simplesmente uma visão de que o nosso cliente tem demanda por esse tipo de ativo, então a gente tem que encontrar a forma mais correta e mais educativa de fazê-lo."

No dia 14 de julho, o Itaú anunciou o lançamento da sua plataforma de tokenização de ativos, a Itaú Digital Assets.

Segundo o banco, ativos tradicionais de mercado, como títulos de dívida emitidos por empresas, serão digitalizados por meio da rede blockchain, com o objetivo de tornar esses criptoativos acessíveis para um público mais amplo.

Em maio, XP e Nubank também já haviam anunciado o início da oferta de criptomoedas aos clientes das plataformas.

Apesar do avanço do setor financeiro no nicho, as criptomoedas têm enfrentado um período de forte correção de preços ao longo de 2022. O bitcoin acumula desvalorização de cerca de 50% no acumulado do ano.

A alta de juros pelos bancos centrais dos mercados desenvolvidos para conter a forte pressão inflacionária nas regiões tem sido um dos principais fatores a contribuir para a queda das criptomoedas nos últimos meses.

Perspectivas destoantes para a inadimplência O CEO do Santander disse também que tem notado uma saúde financeira maior no que diz respeito à inadimplência entre as empresas de médio e grande porte.

Por outro lado, entre as pessoas físicas e as pequenas empresas, os atrasos nos pagamentos demandam ainda uma cautela maior neste momento, afirmou o executivo.

O índice de inadimplência total do banco encerrou o segundo trimestre em 2,9%, ante 2,2% em junho de 2021.

A alta foi influenciada principalmente pela carteira de pessoas físicas -o índice de inadimplência desse público encerrou junho em 4,1%, contra 3,2% no mesmo período de 2021. Já o índice de inadimplência das pessoas jurídicas foi de 1,1%, estável na comparação anual.

"Nos portfólios de bem pequenas empresas e indivíduos, principalmente os portfólios que não são garantidos, a gente teve sim essa piora da inadimplência, junto com todo o mercado", reconheceu o executivo.

"A boa notícia é que, [por conta de] todos os ajustes que fizemos em portfólios e modelos desde o final do ano passado e principalmente no primeiro trimestre deste ano, quando a gente olha essas safras novas, elas se comportaram exatamente como a gente imaginava, e não esperamos uma deterioração adicional."

O Santander reportou nesta quinta lucro líquido de R$ 4,084 bilhões no segundo trimestre, queda de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

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