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Santander Brasil eleva lucro e vê calotes sob controle, mas não comove analistas

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil entregou um mix de aumento da rentabilidade e controle da qualidade da carteira de crédito, mas o que parecia ser música para os ouvidos do mercado foi recebido com uma chuva de críticas de analistas nesta quinta-feira.

Em relatórios, analistas pontuaram que o lucro líquido de 4,08 bilhões de reais no segundo trimestre, 2% acima na base sequencial e acima dos 3,88 bilhões da média esperada pelo mercado deveu-se principalmente a uma menor alíquota de impostos e reversão de provisões legais.

Segundo eles, isso mascarou a fraqueza operacional observada em linhas como a margem líquida de juros, que caiu, refletindo em parte a queda na captação de recursos mais baratos, como poupança de clientes.

"Existem dinâmicas que evidenciam um momento de descompasso do banco, o que descalibra a percepção dos investidores quanto ao setor por meio de um lucro líquido recorrente deceptivamente saudável", escreveu o analista da BB Investimentos, Rafael Reis, que reduziu a recomendação da ação de "compra" para "neutra".

Em teleconferências com analistas e jornalistas, executivos do Santander Brasil enfatizaram a estabilização do índice de inadimplência acima de 90 dias em 2,9%, após três trimestres de alta na base sequencial, com o presidente-executivo, Mario Leão, sinalizando que não espera deterioração adicional do indicador.

"Mas depois de aprofundar, destacamos que os NPLs (espécie de prévia da inadimplência futura) subiram 10bps no segmento de pessoas físicas", destacaram Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura, do BTG Pactual, apontando ainda a provisão para perdas esperadas com calotes no trimestre, de 5,9 bilhões de reais, acima do que eles previam.

Por fim, a rentabilidade sobre o patrimônio de 20,8% entregue pelo Santander Brasil para o segundo trimestre, embora saudável, não deve impressionar os investidores, afirmaram Pedro Leduc, Mateus Raffaelli e William Barranjard, do Itaú BBA.

"As tendências subjacentes continuam desafiadoras e continuamos cautelosos com as ações do Santander", escreveram.

Na B3, a unit do Santander Brasil subia 0,3% às 13h11 (horário de Brasília), enquanto o Ibovespa cedia 0,3%.

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