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Santa Catarina zera bloqueios golpistas em rodovias federais

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após quatro dias de bloqueios golpistas, as rodovias de Santa Catarina estão livres de interdições por manifestantes bolsonaristas, segundo boletim mais recente da PRF (Polícia Rodoviária Federal) do estado, divulgado às 19h25 desta quinta (3). Pela manhã, eram 28 bloqueios.

"Acaba de ser desbloqueado o último ponto de manifestação nas rodovias federais de SC. Trânsito segue lento em alguns pontos, mas sem retenções", publicou a PRF do estado em sua conta do Twitter após liberar a BR-470, km 173, em Pouso Redondo.

Jair Bolsonaro (PL) teve ampla vantagem de votos no estado sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. O apoio ao presidente se refletiu na concentração de bloqueios nas rodovias catarinenses, que chegaram a mais de 30.

A PRF conseguiu desmobilizar parte dos manifestantes nesta quinta mostrando vídeo gravado por Bolsonaro, pedindo aos seus apoiadores que desobstruam as vias.

"Quero fazer um apelo a você: desobstrua as rodovias, isso daí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder, nós aqui, essa nossa legitimidade", afirma o presidente no vídeo, divulgado em suas redes sociais. "Proteste de outra forma, em outros locais, que isso é muito bem-vindo, faz parte da nossa democracia."

Os policiais também mostraram imagens das ações da Tropa de Choque em outros pontos do estado desbloqueando as vias.

Nesta quinta, por volta das 6h45, no km 441 da BR-101 em Santa Rosa do Sul, houve um acidente com morte em razão dos bloqueios. Quando um caminhão reduziu a velocidade ao se deparar com o bloqueio, outro não percebeu e bateu na traseira do primeiro. O motorista, um homem de 51 anos, morreu no local, e o passageiro, de 26 anos, teve ferimentos graves.

Desde a madrugada de terça-feira, a PRF conta com o apoio da Brigada Militar para dispersar os protestos, caso os manifestantes não liberem as rodovias imediatamente.

Serviços do governo do estado, como distribuição de merendas e vacinas, postos de combustíveis, restaurantes, fábricas, empresas de logística e de transporte ficaram entre os afetados no estado em razão dos bloqueios.