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Samsung desenvolve tela OLED elástica que se molda ao pulso do usuário

·2 minuto de leitura

As telas dobráveis ainda nem se tornaram realmente acessíveis, mas a indústria já busca mais inovações no departamento de visores para os próximos anos. Os displays esticáveis devem estar entre as próximas tendências, e já existem opções comercialmente viáveis vindo por aí.

A Samsung alega ter comprovado pela primeira vez que uma tela esticável não só já está pronta para ser utilizada em dispositivos vestíveis, como mostrou algumas de suas utilidades. Pesquisadores da sul-coreana teriam criado um visor de formato livre, que pode ser esticado em qualquer direção, “como um elástico”, e portanto pode tomar a forma que for necessária.

Mais do que isso, eles demonstraram que tal display pode ser conectado a semicondutores já existentes, e com isso puderam medir os batimentos cardíacos de uma pessoa em tempo real. Foi utilizada uma espécie de pulseira inteligente na demonstração, em um vestível que, segundo os pesquisadores, pode tomar o formato de cada braço em que for colocado.

Não é a primeira vez que uma tela esticável é demonstrada: a Royole, fabricante do FlexPai, demonstrou um visor semelhante durante a Display Week 2021. No caso da empresa chinesa, foi anunciada ao mercado uma tela micro-LED que se estica e aumenta até 130%.

Esquematização e protótipo da tela esticável (Imagem: Divulgação/Samsung)
Esquematização e protótipo da tela esticável (Imagem: Divulgação/Samsung)

Tela esticável da Samsung

Chamada de “pele eletrônica elástica” pelos pesquisadores, o protótipo pode aumentar em até 30% sem perder desempenho. O componente combina display de LED orgânico (OLED) extensível a um sensor de fotopletismografia (PPG, na sigla em inglês). Os testes mostraram que a tela pode ser esticada mais de mil vezes e continuar funcionando normalmente.

O protótipo ainda mediu a frequência cardíaca de um voluntário de maneira precisa, e ainda foi capaz de captar o sinal de batimento com força até 2,4 vezes maior que um sensor de silício fixo, segundo os pesquisadores. Para evitar uma degradação com o tempo, eles trocaram as partes plásticas por um elastômero.

Além de dispositivos para medir os batimentos cardíacos, os pesquisadores pensam em criar telas esticadas para medir saturação do oxigênio, eletromiografia, e pressão arterial. Há alguns desafios a serem superados ainda, mas eles acreditam que já é possível criar dispositivos comerciais com a nova tela.

Não foi divulgada uma previsão para os primeiros produtos chegarem às lojas.

Fonte: Canaltech

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