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Samsung alerta para falta de chips e pode adiar novo Galaxy Note

Sohee Kim
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Samsung Electronics alertou para o “sério desequilíbrio” no mercado de semicondutores global, destacando a preocupação sobre a escassez de chips que agora não atinge apenas a indústria automobilística.

A Samsung, uma das maiores fabricantes mundiais de chips e eletrônicos de consumo, acredita que a crise afetará seus negócios no próximo trimestre, disse o codiretor-presidente da empresa, Koh Dong-jin, durante a assembleia anual de acionistas em Seul. A Samsung também avalia adiar a introdução do novo Galaxy Note - um de seus modelos mais vendidos - este ano, embora Koh tenha dito que pretende otimizar a linha.

Gigantes do setor como Continental, Renesas Electronics e Innolux têm alertado nas últimas semanas sobre déficits mais longos do que o previsto devido à demanda sem precedentes da era Covid, desde carros até consoles de jogos e aparelhos móveis. Nesta semana, a Volkswagen disse que deixou de produzir cerca de 100 mil carros globalmente. Na América do Norte, a escassez de silício e condições climáticas extremas reduziram ainda mais a produção da Toyota e da Honda. O temor é de que a crise, que primeiro atingiu duramente as montadoras, possa agora afetar a muito maior indústria de eletrônicos.

“Há um sério desequilíbrio na oferta e demanda por chips no setor de TI globalmente”, disse Koh, que supervisiona as divisões móveis e de TI da empresa. “Apesar do ambiente difícil, nossos líderes de negócios estão se reunindo com parceiros no exterior para resolver esses problemas. É difícil dizer que o problema da escassez foi resolvido 100%.”

A Samsung, maior fabricante mundial de smartphones, trabalha com parceiros estrangeiros para resolver o desequilíbrio e evitar possíveis contratempos, disse o executivo.

Fabricantes de chips como Samsung e TSMC estão na vanguarda de um esforço global para suprir a escassez no fornecimento de semicondutores, usados em uma infinidade de dispositivos de consumo. O déficit fechou fábricas de automóveis globalmente e agora ameaça a oferta de outros produtos. Embora a empresa coreana seja a principal fabricante de silício sob encomenda depois da TSMC, depende de fornecedores e fabricantes externos para certas peças, como gerenciamento de energia e chips de rádio.

Alguns analistas dizem que o déficit pode ser amenizado nos próximos meses. Mas a preocupação é que a oferta restrita em certos segmentos - como em semicondutores mais maduros, onde leva tempo para construir capacidade - poderia estrangular a indústria de eletrônicos de consumo e aumentar os preços. Os semicondutores estão agora no topo das agendas de governos de Washington a Bruxelas.

“A escassez de circuitos integrados será um problema que vai frustrar a cadeia de suprimentos nos próximos seis meses”, disse Charles Shum, analista da Bloomberg Intelligence.

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