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Samarco prepara proposta de reestruturação da dívida: Fontes

Cristiane Lucchesi e Katia Porzecanski
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A Samarco Mineração SA, empresa que retomou as operações em dezembro, está preparando uma proposta de reestruturação de sua dívida de US$ 3,8 bilhões com pagamentos em atraso para apresentar aos credores, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

A empresa, uma joint-venture da Vale SA e da BHP Group Ltd, pode iniciar as conversas ainda no primeiro semestre deste ano, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificados porque as discussões não são públicas. A dívida total e o cronograma de pagamento precisarão ser ajustados ao novo tamanho da Samarco, segundo uma das pessoas. Os preços da dívida da Samarco não estão refletindo a reestruturação esperada pela empresa, disse uma das pessoas.

A Vale disse que a Samarco usará cerca de 26% de sua capacidade produtiva neste ano, o que significa que vai produzir cerca de 30% do volume produzido antes de fechar as operações em 2015, após o rompimento de uma barragem. Isso significa que não será capaz de pagar o que era esperado da empresa cinco anos atrás, segundo as pessoas. As incertezas sobre o tamanho dos programas de reparação e compensação de danos ainda são um desafio para definir um plano de reestruturação sustentável, disse uma das pessoas.

Samarco não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

O título mais negociado da Samarco, uma emissão de US$ 1 bilhão com vencimento em 2022, subiu para 73,6% do valor de face, em relação aos cerca de 48,25% no início de outubro, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Alguns detentores de títulos estão ainda mais otimistas do que os mercados e esperam pagamento de acordo com o valor de face mais juros em atraso acumulados, disse outra pessoa.

Milhões de toneladas de lama tóxica foram derramadas quando a barragem de resíduos da Samarco desabou, matando 19 pessoas, levando a BHP e a Vale a enfrentarem uma série de processos judiciais. As empresas criaram a Fundação Renova para supervisionar os trabalhos de reparação, remediação e compensação de danos e gastaram R$ 11,3 bilhões até agora, de acordo com o site da fundação.

Os credores de US$ 2,2 bilhões de títulos da dívida externa com pagamentos em atraso, e de mais US$ 1,6 bilhão em empréstimos e outras obrigações são principalmente fundos de investimento, uma vez que os bancos venderam quase todos os créditos.

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