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"Salve-se Quem Puder" volta com adaptações da pandemia e nem atores sabem o final

Guilherme Machado
·4 minuto de leitura
Alexia/Josimara (Deborah Secco), Luna/Fiona (Juliana Paiva) e Kyra/Cleyde (Vitória Strada), de
Alexia/Josimara (Deborah Secco), Luna/Fiona (Juliana Paiva) e Kyra/Cleyde (Vitória Strada), de "Salve-se Quem Puder". Foto: TV Globo/Victor Pollak

"Salve-Se Quem Puder" está prestes a voltar para as telas da Globo. A trama de Daniel Ortiz, que foi paralisada por conta da pandemia do novo coronavírus, será retomada no dia 22 de março, sendo reprisada desde o início. Depois, começam os novos capítulos, que foram gravados com diversos protocolos de segurança que levaram os atores a se readaptarem.

“Minha personagem, Ermelinda, tem sotaque. Eu lembro que passei a quarentena inteira cantando uma musiquinha pela casa para não perder a personagem. Parece que o tempo não tinha existido, a personagem estava muito viva em mim. E foi muito legal entrar no nosso ambiente, no nosso cenário, voltar a gravar, isso tudo ajuda muito”, destaca Grace Gianoukas, em conversa digital para falar sobre o retorno da novela.

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Deborah Secco, que vive a tresloucada atriz Alexia Máximo, uma das três protagonistas da novela, também frisa que teve medo de esquecer como interpretar a personagem, mas que tudo se resolveu quando ela retornou ao estúdio

“Eu também tinha um pouco de medo de não saber mais fazer a Alexia. Era um personagem de bastante composição, ficava me perguntando durante a pandemia como eu faria para mantê-la em mim. Mas foi só reencontrar as meninas que a coisa veio automaticamente. Voltar a trabalhar foi muito importante para mim”, afirma.

Thiago Fragoso confessa que teve receio de retornar por não saber como seria a dinâmica, uma vez que as gravações agora possuiriam uma série de normas para evitar a circulação do coronavírus.

“Eu tive muito receio na hora de voltar por dois aspectos: a gente estava fazendo um protocolo absolutamente novo, criado especificamente para nosso retorno. Não sabíamos se ia funcionar ou não. E a gente não sabia como seria o ritmo de gravações, se seria satisfatório. E fui surpreendido dos dois lados. O protocolo deixou a gente se sentindo muito seguro e a gente não perdeu muito o ritmo, achei inacreditável. Foi trabalho de equipe mesmo”, conta.

Apesar dos receios, o elenco elogia a atitude da Globo de ter parado a novela durante a pandemia para preservar seus funcionários e a forma como os protocolos foram implementados para manter todos seguros.

“Eu lembro que estava com as minhas filhas e o Daniel me ligou, achei que fosse uma pegadinha. Aí que eu entendi que a coisa era séria. Eu tenho 32 anos de Globo e nunca parei uma novela. Achei muito providencial da Globo quando ela tomou essa medida e falou: ‘quero proteger minha equipe’”, relembra Flávia Alessandra.

Foram várias as medidas, desde beijos realizados em barreiras de acrílico até uma completa ausência de cenas gravadas fora dos Estúdios Globo.

“Fazer novela já é um grande desafio. Mas quando veio o protocolo a gente ficou com uma preocupação muito grande com a segurança das pessoas. A gente tinha um receio muito grande em relação à nossa saúde, então aconteceu um pacto muito bonito entre todos nós, no sentido de nos cuidarmos”, detalha Fred Mayrink, diretor artístico do folhetim.

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“Se tivéssemos que mudar uma cena em função dos protocolos, mudávamos. Não colocamos ninguém, nem elenco, nem equipe, em uma situação que pudesse deixar alguém em risco. E nos reinventamos: quando você precisa fazer um beijo com acrílico, usar uma câmera diferente, fazer uma perseguição sem perseguir, é um exercício onde todos mergulharam. Tenho profundo orgulho do que conseguimos realizar dentro de todas as dificuldades”, complementa ele.

Ao mesmo tempo, os atores e equipe garantem que nada se perdeu no ritmo da história, mesmo com tantas mudanças.

“Vale ressaltar: o Daniel não diminuiu a quantidade de ação que a novela tinha. O que estava na primeira fase está na segunda. Quando a gente voltou, achei que a gente ia gravar uma novela mais enxuta, nem tão ousada, mas não! Ele não mediu, ele escreveu tudo que passou na cabeça dele”, ressalta Deborah Secco.

Até vários finais o escritor preparou. Os atores em si não sabem como suas histórias vão terminar, uma vez que diversas versões de desfechos foram gravadas.

“Gravei dois finais: um com o Thiago Fragoso e outro com Bruno Ferrari. A gente não sabe qual vai ser exibido, só o Daniel sabe. Ou talvez nem ele saiba ainda”, diz Vitória Strada, que vive a protagonista Kyra, que se vê em um triângulo amoroso com os personagens dos dois atores.

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