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Salvadorenhos acusados de organizar caravana de migrantes para os EUA são presos

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Vista do muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México em Jacumba, Califórnia, em 1º de dezembro de 2020

Três salvadorenhos acusados de organizar uma caravana de migrantes para os Estados Unidos e supostamente se beneficiarem financeiramente da atividade foram presos, informou a Procuradoria Geral da República (FGR) de El Salvador nesta sexta-feira (15).

Eles serão acusados na justiça por "tráfico ilegal de pessoas em massa", disse o órgão no Twitter.

Os detidos identificados como Juan Rufino Ramírez, Fátima del Rosario e José Eusebio Asegurado, segundo as investigações da FGR, "são responsáveis por promover e organizar caravanas de migrantes, com destino final nos Estados Unidos da América".

De acordo com a acusação, eles administravam grupos do WhatsApp nos quais se coordenavam com potenciais migrantes. O procurador-geral de El Salvador, Raúl Melara, afirmou que com as prisões "os impedimos de lucrar com pessoas inocentes e colocar suas vidas em risco".

"Aplaudo as autoridades salvadorenhas que estão agindo contra aqueles que querem enganar os cidadãos com caravanas e falsas promessas. Apenas promovem uma viagem em vão", disse o embaixador dos Estados Unidos em San Salvador, Ronald Johnson.

Em 2018, pouco mais de 4.000 salvadorenhos partiram em diferentes caravanas com destino aos Estados Unidos.

Nesta sexta, em Honduras, pelo menos 3.000 pessoas viajaram em uma caravana em direção aos Estados Unidos na esperança de melhorar suas condições de vida e de que o próximo presidente, Joe Biden, lhes permita cruzar a fronteira.

Eles precisam primeiro, porém, contornar as restrições impostas pela Guatemala e o México.

A crise deixada pela passagem de dois furacões em novembro e a falta de emprego devido à pandemia agravaram os problemas econômicos de Honduras, que se somaram à violência associada às gangues e ao tráfico de drogas.

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