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Salto da inflação britânica torna alta dos juros mais provável

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Um alerta escondido nos documentos de política monetária do Banco da Inglaterra há duas semanas, indicando que os juros poderiam subir já neste ano, de repente se tornou uma possibilidade mais concreta.

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Nos últimos dias, os preços do gás natural subiram em ritmo vertiginoso, as expectativas de investidores para a inflação alcançaram o maior nível em 13 anos, e empresas nacionais disseram que estão mais preocupadas com o cenário econômico do que nunca. O governo do Reino Unido reforçou essas preocupações ao falar sobre os méritos dos reajustes salariais diante do caos da cadeia de suprimentos.

Qualquer um desses fatores isolados já poderia soar o alarme do banco central. A combinação dessas variantes seria suficiente para obrigar autoridades a reconhecerem que o avanço da inflação será mais do que apenas transitório. Os mercados responderam quase que totalmente precificando um aumento dos juros este ano - medida impensável apenas alguns meses atrás - e colocando as chances de uma alta de 15 pontos-base já no próximo mês acima de 50%.

Com a economia em desaceleração e a saída do Reino Unido da União Europeia ainda causando atrito, o país se tornou “o epicentro dos temores de estagflação do mercado”, disse Aaron Rock, diretor de investimentos da Standard Life Investments, em Edimburgo. “Se isso ocorrer em algum lugar nas economias de mercados desenvolvidos, é provável que vejamos aqui.”

O resultado pode ser uma inflação ainda pior do que a previsão do BOE em agosto, quando projetava um índice acima de 4% no fim deste ano, que poderia permanecer nesse nível até 2022. Na quarta-feira, o Bank of America Merrill Lynch disse que agora vê a inflação atingindo um pico de 5,1% em abril de 2022, quase um ponto percentual acima da previsão anterior.

Entre a mistura tóxica dos recentes fatos, o salto das expectativas de inflação pode ser o fator mais preocupante para o BOE. O presidente do banco central britânico, Andrew Bailey, disse na semana passada que a perspectiva dos consumidores sobre a intensidade do aumento dos preços é uma métrica-chave para as autoridades, preocupadas com uma espiral ascendente que se retroalimente.

Os mercados apontam que o índice de preços no varejo - usado para definir aumentos das tarifas de trem e pagamentos de juros de empréstimos estudantis - subirá quase 7%, em média, nos próximos três meses, e cerca de 4% ao longo de 10 anos.

Uma pesquisa da Câmara de Comércio Britânica nesta semana descobriu que o número de empresas de manufatura com planos de reajuste de preços subiu para uma máxima. Mesmo antes desses desdobramentos, famílias britânicas já antecipavam mais inflação, com expectativas de alta de preços nos próximos 12 meses em nível recorde em setembro, segundo pesquisa do YouGov.

“Os indicadores das expectativas de inflação no Reino Unido ... colocam o Banco da Inglaterra em alerta para possíveis aumentos antecipados dos juros”, disse Krishna Guha, chefe de estratégia de bancos centrais da Evercore ISI em Washington, em relatórios a clientes na quarta-feira.

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