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Salles defende uso de produto químico para conter queimadas

Vandson Lima
·3 minutos de leitura

Composto chamado de retardante de fogo exige a suspensão do consumo de água, pesca, caça e consumo de frutas e vegetais na área exposta por 40 dias O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu, nesta terça-feira, a expansão do uso de um composto químico, chamado de retardante de fogo, para conter queimadas. O produto, que foi usado na Chapada dos Veadeiros (GO) por determinação de Salles, exige “a suspensão do consumo de água, pesca, caça e consumo de frutas e vegetais na região exposta ao produto pelo prazo de 40 dias” segundo nota técnica do Ibama. A fala foi feita durante reunião da Comissão do Congresso Nacional que acompanha as ações de enfrentamento aos incêndios detectados no bioma Pantanal. “Nós tivemos, durante muito tempo, uma discussão inócua sobre se deveria se considerar ou não o retardante do fogo, quando todos os países, Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão, todos eles se utilizam dessa tecnologia para melhorar o combate às queimadas”, alegou. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, diz que críticas ao chamado retardante de fogo se deu por motivos ideológicos Marcelo Camargo/Agência Brasil Para Salles, a medida foi criticada por motivos ideológicos. “O Estado do Mato Grosso agora já começou a usar, nós aqui no governo federal, em outras oportunidades, já havíamos testado, utilizamos agora na Chapada dos Veadeiros com sucesso. Essa é uma questão que precisa ser encarada de frente, porque essa visão de que o emprego de tecnologia não é salutar é uma visão equivocada”. Sobre a responsabilidade da gestão do presidente Jair Bolsonaro em relação às queimadas no Pantanal, Salles rechaçou e disse que as áreas de competência do governo federal se referem apenas às unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos, “que somam apenas 6% do bioma. Os outros 94% são de jurisdição dos Estados. Então, a fiscalização, a aplicação de penalidades, as multas, enfim, são de competência estadual”. Ele defendeu, como medidas preventivas, “fazer os aceiros, permitir a criação de gado no Pantanal, como forma de reduzir a massa orgânica, permitir que seja feita a queima controlada, o uso do fogo frio, e não ter isso como algo a ser indiretamente boicotado por algumas visões que não acreditam nesse formato. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) questionou o ministro sobre a possibilidade de o governo incluir, até 2025, o bioma Pantanal, no período de estiagem, no Conselho Nacional da Amazônia Legal, como forma de conseguir o apoio das Forças Armadas e de todo um aparato que o Conselho possui. Salles disse que a decisão se dá por decreto presidencial, mas que tinhas ressalvas à proposta. “Eu acho que são coisas distintas. O Conselho da Amazônia tem como objetivo cuidar dos dilemas e dos problemas que impedem, e impediram até hoje, que aquela região da Amazônia se desenvolva de forma sustentável. Nós temos lá, como eu tenho dito, a região mais rica do Brasil, em termos de recursos naturais, com uma população que vive com os piores índices de desenvolvimento humano.”