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Salão do automóvel de São Paulo será adiado deste ano para 2021

Marli Olmos

O evento acontecia a cada dois anos em São Paulo desde a década de 1960 Em meio à desistência de diversas montadoras, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e a Reed, organizadora de eventos, decidiram postergar para 2021 a realização do salão do automóvel brasileiro, que seria em São Paulo, em outubro.

Daniel Wainstein/Valor

A nova data ainda não está definida. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a decisão foi tomada ontem.

O dirigente apontou como motivo os custos de um evento que precisa ser repensado em razão das novas características do setor. Ele citou salões que estão passando por transformações no mundo, como o de Frankfurt, que será transferido para Munique.

Segundo Moraes, um salão custa de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões. Haverá um impacto na economia da cidade de São Paulo. A feira, que recebe em torno de 750 mil visitantes, movimenta em torno de R$ 320 milhões no município.

Moraes disse que os presidentes das montadoras têm sido pressionados para reduzir custos. “Trata-se de uma visão global”, destacou durante a apresentação dos resultados do setor.

Segundo ele, a partir de agora o setor vai pensar no melhor formato para o salão em 2021. É possível até que seja definida uma única mostra para toda a América Latina. A tradicional exposição de Buenos Aires também foi cancelada no ano passado. O local pode também mudar. É preciso também adequar datas para não coincidir com a Fenatran, feira de veículos pesados, já marcada para 2021.

O salão do automóvel acontecia a cada dois anos em São Paulo desde a década de 1960.