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Salários maiores não detêm êxodo de talentos de bancos na Ásia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Eles subiram salários e prometeram acelerar promoções. Mesmo assim, os maiores bancos e corretoras de valores do mundo estão sofrendo para reter jovens talentos na Ásia, complicando os planos para acompanhar a rápida expansão da região.

Segundo recrutadores e executivos, o êxodo é mais difícil de conter do que em Nova York e Londres, onde analistas e associados se rebelaram contra a cultura de trabalhar até a exaustão.

Nos maiores centros financeiros da Ásia, os jovens funcionários costumam sair porque pensam que podem ganhar mais — e ascender na carreira com mais velocidade — em uma das muitas fintechs e firmas de investimento que surgem para aproveitar a pujança econômica da região e fortunas cada vez maiores. O quadro é particularmente grave na China e em Hong Kong. Instituições estrangeiras estão tentando contratar mais gente para tirar proveito da abertura financeira da maior economia da Ásia, disputando talentos entre si e com as startups locais.

“Todo o setor está enfrentando um problema bem grande de oferta e demanda e duvido que haverá alívio tão cedo”, disse Mark Leung, CEO do JPMorgan Chase na China, em entrevista à Bloomberg Television. Assim como o banco americano, Goldman Sachs Group, Credit Suisse Group e HSBC Holdings precisam contratar centenas de pessoas para avançar na China.

Apesar da dificuldade de quantificar a saída de colaboradores, uma sondagem informal da Bloomberg News com executivos de quatro instituições financeiras globais aponta que de 13% a 15% dos analistas de banco de investimento e associados deixaram suas funções este ano — quase o dobro da média dos anos anteriores. A estimativa está em linha com as projeções para os EUA e acima do que se vê no Reino Unido, de acordo com executivos de empresas de recrutamento.

Os pedidos de desligamento se aceleraram apesar dos aumentos salariais de 25% a 30% desde 2019 para profissionais em Hong Kong que cobrem setores badalados como tecnologia e saúde, informaram os executivos, que solicitaram anonimato para discutir informações particulares. Os reajustes salariais foram mais moderados no Sudeste Asiático, onde a saída de funcionários também aumentou, segundo um deles.

Jonathan Lam trocou a operação de banco de investimento do HSBC Holdings em Hong Kong no meio do ano passado pela Butler, um serviço de concierge residencial que ele ajudou a montar e oferece serviços personalizados, como limpeza, conserto de eletrodomésticos e organização de jantares. Foi a sensação de causar impacto e “possuir algo” que convenceu Lam a desistir do emprego no mercado de capitais logo após uma promoção, disse ele. A perspectiva de um enorme ganho financeiro contribuiu para a decisão.

“No setor bancário, dá para ganhar um bom dinheiro no curto prazo, mas nas startups, a perseverança leva a grandes fortunas”, acredita Lam, 30 anos, que fundou a Butler com ex-funcionários do Goldman Sachs e Wells Fargo. A startup completou uma rodada de financiamento no ano passado e tem 30 funcionários.

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©2021 Bloomberg L.P.

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