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Saída da Ford do Brasil gera perdas de 124 mil empregos, diz órgão sindical

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Funcionários da Ford. (Foto: CLAUDIO CAPUCHO / AFP) (Photo by CLAUDIO CAPUCHO/AFP via Getty Images)
Funcionários da Ford. (Foto: CLAUDIO CAPUCHO / AFP) (Photo by CLAUDIO CAPUCHO/AFP via Getty Images)

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), órgão de pesquisa ligado ao movimento sindical, divulgou um novo estudo que avalia os impactos mais imediatos do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, anunciado no início do mês passado.

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Segundo o instituto, foram cerca de 124 mil postos de trabalho perdidos, considerando os cortes iniciais, de 5 mil postos, mais outros empregos diretos e indiretos.

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A Dieese estima ainda que o impacto negativo na arrecadação seja da ordem de R$ 3 bilhões ao ano.

Desde o anúncio da saída da Ford, órgãos sindicais e concessionárias vêm revelando os impactos da saída da montadora, que há um século produzia seus carros no Brasil.

No mês passado, segundo reportagem da UOL, concessionárias pelo país já registravam falta de peças para modelos da montadora, como Ka e Ecosport, e notificações do Procon.

A reportagem obteve acesso a documento distribuído pela Abradif (Associação Brasileira dos Distribuidores Ford) a revendedores da marca:

"A Abradif, tendo tomado conhecimento através suas associadas que os Procons locais já estão procedendo com o envio de notificações administrativas, motivadas principalmente (pelas informações que nos chegam) de que já há falta de peças de reposição e acessórios, está preparando uma nova notificação a ser endereçada à Ford", diz o texto.

A decisão da Ford de fechar suas fábricas no Brasil foi anunciado no dia 11 de janeiro, inclusive a de Camaçari (BA), onde são produzidos o Ka e o EcoSport.

A planta de Camaçari foi imediatamente paralisada após o anúncio, e não voltará a ser reativada.

A montadora tinha 6.171 funcionários no Brasil, e apenas uma pequena parte da operação, como vendas e assistência técnica, deve se manter no país.

A Ford, em comunicado, alegou ociosidade da produção, agravada pela pandemia do novo coronavírus.

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