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Saiba tudo o que rolou nas HQs da Marvel e DC em agosto

·12 minuto de leitura

O que aconteceu de mais relevante no mercado de quadrinhos norte-americano no mês que passou? A resposta está aqui, com uma lista resumida das principais edições lançadas em agosto, especialmente da Marvel Comics e DC Comics.

Vale lembrar que, a cada semana, o mercado gringo recebe muitas edições, então, as “escolhidas” abaixo contam com um resumo rápido e alguns comentários. Várias dessas novidades chegarão ao Brasil muito em breve; e o objetivo aqui é também chamar atenção para coisas que têm grandes chances de influenciar as adaptações para TV e cinema. Você sempre pode acompanhar os lançamentos lá fora por meio do site Comic List.

Então, vamos lá, lembrando que este conteúdo traz uma boa dose de spoilers! Fique avisado.

DC Comics

A editora vive um momento de certo “marasmo”, após várias mudanças com Dark Nights: Death Metal, que basicamente reuniu todas as principais propriedades da editora em mais um fim de mundo, arreganhando de vez os Multiversos em um Ominiverso; com Future State, que mostrou a chegada da nova geração de heróis, enquanto os clássicos parte para jornadas mais amplas; e, agora, com Infinite Frontier, que segue tentando explicar como fica a dinâmica das tramas em uma ambientação que combina heróis e vilões de várias Terras no mesmo cenário.

Em Infinite Frontier #4, a população da Terra principal já está ciente que existe pelo menos um Multiverso e começa a ver diferentes versões de heróis conhecidos transitando por aí. A Justice League Incarnated é um dos destaques, como a equipe se autointitula responsável por monitorar e proteger o Multiverso mais conhecido.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

O ponto alto da edição é a atuação conjunta do Superman “Presidente”, Calvin Ellis, que o Homem de Aço da Terra-23, ao lado do Batman “Flashpoint, Thomas Wayne, o Cavaleiro das Trevas do mundo corrompido do arco Ponto de Ignição. Ambos mostram uma interação poderosa e divertida, diferente da que costumamos ver entre Clark Kent e Bruce Wayne — mas, claro, com várias semelhanças.

Ao longo da história vemos uma versão do Lex Luthor assassinada e ascensão de um grupo multiversal capaz de ameaçar a Justice League Incarnate: o time chamado de Injustice, que aponta uma certa influência dos games e junta vilões barra-pesada, como um Coringa com o anel da Tropa dos Lanternas Amarelas, a Superwoman do Sindicato do Crime da Terra-3, Magog, entre outros.

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Para ser sincero, esperava um pouco mais e a DC mais uma vez comete o pecado de querer correr com tudo e, em vez de simplificar, deixa tudo ainda mais embolado e difícil para os novos leitores compreenderem. Além disso, o reposicionamento da Sociedade da Justiça anda fraquinho. Vamos ver se a viagem da Justice League Incarnate até a Terra Ômega e a aparição de Darkseid animam essa série limitada, que tem como função delinear a dinâmica entre tantas propriedades zanzando livremente pelas Terras da DC.

Suicide Squad - Get Joker! #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Felizmente, a DC tem sincronizado melhor seus lançamentos nos quadrinhos com o cronograma da DC Films e, embora muita coisa tenha sido forçada nos últimos anos, o retorno da relevância do Esquadrão Suicida em vários títulos aparece de forma mais dinâmica e natural nas estreias de agosto, mês em que o filme de James Gunn bombou.

Além de aparecer em título mensal próprio e em várias outras revistas, como The Flash, o grupo de desajustados ganha um especial que tem um toque especial: o ilustrador Alex Maleev, que impõe um certo realismo e, assim como fez em sua passagem na fase do Demolidor com Brian Bendis, apresenta uma narrativa hipnotizante em uma trama de “drama de cadeia”.

Aqui, Amanda Waller recruta Jason Todd, que foi assassinado pelo Coringa em uma HQ polêmica no passado quando ainda era o segundo Robin, para liderar o Esquadrão Suicida em uma caçada ao Palhaço do Crime. A história sai pelo selo adulto em formato de luxo Black Label.

Batman’89 #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Embora os filmes de Tim Burton ainda sejam bastante caricatos, a ambientação e a identidade visual criada pelas suas adaptações marcaram um período na trajetória do Homem-Morcego nos cinemas. Para quem não acompanhou na época, a estreia do longa foi um evento, pois tinha canções criadas por Prince e a trilha de Danny Elfman, além de uma Gotham City que serve de referência até hoje.

A DC já vem trazendo homenagens e complementos a fases populares de seus heróis fora das HQs, como os seriados do Batman de 1966 e da Mulher-Maravilha de 1977, além do longa de Superman de 1978. A celebração em quadrinhos do filme de Burton de 1989 chega em um momento oportuno, já que Michael Keaton vai repetir o papel no vindouro longa do Flash.

Superman and the Authority #2

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Uma das bem-vindas novidades da nova fase da DC é ver o Superman envelhecendo de uma forma muito interessante, deixando de lado seu bom-mocismo de sempre para mostrar que ele aprendeu a ser mais humano e limitado e jogar com as regras que ele mesmo aceitou ao abraçar sua faceta terráquea. Aqui você pode esquecer de Clark Kent, o personagem vira uma mescla dos dois e se une justamente ao grupo que era considerado uma versão mais crua e realista da Liga da Justiça.

Um dos momentos mais interessantes desta edição é o encontro de Superman com Apollo, que é um análogo seu, ao lado do Meia-Noite, um personagem inspirado no Batman. Essa interação com a equipe Authority; e o Superman mais falível, esperto e maduro, talvez seja a coisa mais inspirada que você vai ler na DC atualmente.

Superman’78 #1

Imagem: Reprodução/DC Comics
Imagem: Reprodução/DC Comics

Bom, já que falamos de Batman’89, não daria para ignorar essa edição, que segue a mesma proposta, de homenagear e complementar uma produção fora dos quadrinhos que marcou época. A trama amplia o filme de Richard Donner e a figura carismática e icônica de Christopher Reeve no papel do Homem de Aço.

É especialmente interessante para os saudosistas, especialmente por conta da valorização da caracterização de Marlon Brando como Jor-El, de Gene Hackman na pele de Lex Luthor e de Margot Kidder interpretando Lois Lane. Se você é mais jovem e nunca soube como o filme mudou as adaptações de super-heróis lá atrás, no final dos anos 1970, está aí uma boa oportunidade de conhecer como Donner conseguiu unir ficção científica e drama de forma simples e sentimental.

Marvel Comics

A Marvel tem adotado a distribuição de sagas na temporada de uma forma parecida com o cinema, com lançamentos-chave que destacam uma de suas facetas em determinados arcos, que, no panorama geral, interligam-se de alguma forma com algum evento maior que conecta fragmentos de outros cantos da editora.

Neste ano, teremos como divisória para 2022, a trama de Timeless que reposiciona Kang em seu Multiverso e o aproxima do que vimos na série Loki, do Disney+. Essa é uma maneira também de alinhar as revistas com o que vem por aí no cinema, já que o Multiverso e Kang serão importantes na Fase 4 do Universo Cinematográfico Marvel (MCU, na sigla em inglês). Enquanto Timeless não chega, já que será lançado em dezembro; e Dark Ages, o próximo curto evento com todos os heróis, começou em setembro, agosto destaca o julgamento de Magneto.

A excelente e complicada fase de Jonathan Hickman tem ampliado e diferenciado o cantinho dos mutantes na Marvel, revisando também importantes fases do passado para uma nova geração. O julgamento do Magneto no passado foi uma história marcante e, até hoje, a edição 24 dos formatinhos da editora Abril é uma raridade.

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Nesse novo julgamento do Magneto, vemos como o Conselho Silencioso da nação mutante lida com o Mestre do Magnetismo sendo acusado do assassinato da Feiticeira Escarlate. Além da homenagem ao julgamento anterior, esse arco serve também para definir melhor a confusa relação com Wanda Maximoff, que por muitos anos foi tratada como sua filha e, depois de um reboot, afasta-se dessa ideia e sincroniza seu status com sua contraparte do MCU.

X-Men - The Trial of Magneto #1 também conta com um momento especial para os leitores de longa data. Wolverine sempre esteve à mercê do Mestre do Magnetismo por conta de seus ossos revestidos pelo metal Adamantium, e, em Atrações Fatais, nos anos 1990, Logan sofreu uma derrota memorável ao ter o componente subtraído de seu corpo de maneira violenta.

A vingança acontece de maneira curiosa: enquanto Magneto manipula o Adamantium na Wolverine Laura Kinney e em Logan, ele não nota a aproximação de Daken, filho de Logan que não tem o metal em suas garras. Daken é a peça-chave para a estratégia criada por Logan, que distrai seu oponente para que seu rebento possa entrar em cena sorrateiramente. Daken fere Magnus com ossos pontiagudos saindo de seus punhos e “faz justiça” ao que aconteceu com o baixinho canadense na trama noventista.

Spirits of Vengeance - Spirit Rider #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

Às vezes não dá para entender como alguns personagens mais sombrios da Marvel, como o Motoqueiro Fantasma, não conseguem sustentar um título próprio, já que eles são adorados pelos fãs e promovem tramas muito interessantes. A Marvel Studios já indica faz um tempinho sua intenção de trazer esse lado para o MCU — veja bem, há rumores de uma nova produção do Motoqueiro Fantasma, Blade já teve filme confirmado para os próximos anos e os Filhos da Meia-Noite até mesmo aparecem no mais novo game da Casa das Ideias.

Aqui vemos a editora expandindo o lado mágico e sombrio com uma personagem conectada aos Espíritos da Vingança. Ou seja, é a Marvel ampliando a presença feminina em um cantinho que ela vai explorar bastante nos próximos anos, junto com os projetos do cinema e da TV.

Defenders #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

O grupo os Defensores é o grupo mais aleatório e interessante que a Marvel teve em sua história. A formação original era muito improvável e curiosa, com Surfista Prateado ao lado do Hulk e do Doutor Estranho combatendo ameaças cósmicas. Depois, a equipe seguiu uma ambientação mais “pé no chão”, com os heróis de rua que apareceram na Netflix com o mesmo nome.

Agora, o novo título mistura um pouco desses dois lados, em um combo de gêneros difícil ver fora dos quadrinhos. Seria estranho misturar fantasia com faroeste e misticismo ao lado cósmico da editora no cinema ou na TV. Mas nas revistas, apesar de cafona, isso aparece de uma forma divertida, já que seres tão diferentes interagindo em uma mesma equipe é, no mínimo, curioso.

Kang The Conqueror #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A continuidade de Kang e a definição do personagem é uma das coisas mais zoadas que existe na Marvel. E, depois do que vimos na série Loki, a Casa das Ideias encontrou uma forma de explicar e posicionar melhor esse personagem. Essa edição segue a linha de um vilão com um “acabamento” mais rico, pois ele, assim como os melhores antagonistas, comporta-se como um herói de sua própria história.

A trama serve para revisar incongruências do passado e definir um “Kang principal”, que luta para manter a continuidade de sua linha temporal contra as outras variantes de si mesmo que, claro, querem sobrepor a realidade que vivem sobre a que é considerada a mais relevante. É um importante passo para “zerar” os erros do passado e preparar o terreno para a próxima temporada, que deve explorar bastante Kang e o Multiverso — antecipando também o que deve acontecer no MCU, já que o vilão deve ser o grande antagonista dos heróis no cinema e na TV nos próximos anos.

Marvel’s Voices - Identity #1

Imagem: Reprodução/Marvel Comics
Imagem: Reprodução/Marvel Comics

A Marvel Comics foi a primeira editora do mainstream a apostar na diversidade para promover representatividade. Veja bem, Jessica Jones antecipou a progressão do movimento feminista e o Homem-Aranha Miles Morales também esteve à frente de seu tempo na inclusão de personagens pretos; ambos apareceram antes da muçulmana Ms. Marvel e do Hulk coreano Amadeus Cho no começo dos anos 2000.

Kevin Feige, chefão da Marvel Entertainment, tem feito um grande esforço para promover a diversidade no MCU, inclusive se retratando de erros do passado, como o uso de Natalie Portman e de Rachel McAdams como coadjuvantes de luxo no papel de “interesses românticos. Ambas terão mais relevância em Thor: Amor e Trovão e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura — e no quarto episódio de What If...? já vimos que a personagens de McAdams foi valorizada.

Além disso, depois de Pantera Negra, dirigido e estrelado por um núcleo quase inteiro de afroamericanos, Capitã Marvel teve produção e elenco focado em mulheres. A produção de filmes e quadrinhos escala criadores de gênero, etnia e raça de acordo com o tema das revistas — Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis tem elenco e direção de chineses e boa parte do filme é falada no idioma do país.

Esta edição serve para celebrar os personagens estrangeiros da Casa das Ideias, que, claro, além de abraçar a diversidade, também quer se aproximar do público chinês. A China é o segundo maior mercado consumidor da Marvel e a bilheteria internacional da companhia depende bastante desse país.

Até o próximo mês!

Obviamente, não dá para comentar tudo o que saiu no mercado norte-americano nas quatro semanas anteriores, mas essas publicações são as que mais fizeram barulho em agosto e prometem ter relevância nas editoras (e em suas outras mídias) nos próximos meses.

Continuem lendo as matérias de quadrinhos e toda a cultura pop aqui do Canaltech. A coluna no primeiro domingo de outubro. E quem quiser me acompanhar no Twitter e saber dos conteúdos relacionados que saem durante o período, é só me seguir no @clangcomix. Até logo!

Fonte: Canaltech

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