Saiba como se preparar financeiramente para a chegada do primeiro filho

SÃO PAULO – O planejamento financeiro é a grande arma contra o desequilíbrio orçamentário. Ele também vai ser muito útil para os casais que estão em vias de ter seu primeiro filho.

O educador financeiro, Valter Police, explica que ao considerar em ter seu primeiro bebê, é preciso pensar em dois gastos principais, o de implantação e o de manutenção. O primeiro diz respeito a toda estrutura que será necessária para receber a criança.

Ou seja, o enxoval, o berço, o carrinho, o quarto e todos os outros itens. “Quando a mulher descobre que está grávida, ela precisa começar a orçar esses itens imediatamente, pois é uma despesa bastante grande”, explica Police.

Já os gastos relacionados à manutenção são aqueles como a comida e os itens como fraldas, remédios, médicos e creche. “É importante considerar que o seu orçamento mensal será bem diferente do que era antes da cheda do bebê”, diz o planejador.

Capacidade de poupança
Além de considerar se tais gastos cabem no orçamento, também é preciso tentar manter a capacidade de poupança que você tinha antes do bebê. Na prática, se recebia R$ 5.000 por mês e gastava R$ 3.500 entre todos os gastos mensais – como contas de água, luz, telefone, aluguel e gastos de supermercado, a sugestão do educador é que, mesmo com a chegada da criança, você consiga manter os R$ 1.500 de reserva.

Como fazer isso? As duas formas principais são: via aumento de renda ou redução de gastos. Para quem não foi promovido no emprego e não recebeu um bom aumento de salário, será preciso cortar gastos.

Isso não necessariamente significa deixar de consumir itens, mas, sim, usar seu dinheiro de forma mais racional e inteligente. “No fundo todo mundo tem muita coisa para cortar, só precisa rever sua forma de consumir. Você não tem que cortar o que usa; tem que passar a tomar mais cuidado com os desperdícios”, diz Police, ressaltando que agora, a prioridade passa a ser a criança.

Investimento para o futuro
Outra questão importante são os investimentos para o futuro. Além dos gastos diários e mensais com o filho, os pais ainda devem começar investir pensando, principalmente, na faculdade do filho. A estratégia é que a criança cresça e se torne financeiramente independente. Para isso, porém, ela vai precisar ter acesso ao ensino superior, que é um custo pesado.

Então, desde que a criança chega a casa, os pais devem começar a fazer investimentos mensais. Essa poupança, porém, não pode ofuscar os investimentos destinados ao futuro dos pais, ou seja, para a aposentadoria. “Os pais não podem deixar de garantir seu próprio futuro, senão eles vão acabar sendo dependentes de seus filhos”, diz Valter.

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