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Saiba quem é o judoca Daniel Cargnin, que venceu a Covid e conquistou o bronze nas Olimpíadas

·4 minuto de leitura

TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) - Daniel Cargnin foi para Tóquio pelo mesmo motivo de todos os outros 11.500 atletas olímpicos: o sonho da medalha. Ele a conseguiu neste domingo (25), ao vencer o israelense Baruch Shmailov, no Budokan, e ficar com o bronze na categoria 66 kg.

Na volta ao Brasil, o judoca nascido em Porto Alegre e criado em Canoas quer perceber ter orgulhado a mãe, Ana Rita.

“Conversamos bastante, mas ela nunca foi muito de demonstrar essas coisas [orgulho]. Sei que ela não vai tocar muito neste assunto [as Olimpíadas] até eu voltar por não querer que eu me acomode. Sei que vai esperar eu voltar para não me incomodar”, afirmou o atleta, em entrevista à reportagem dias antes da disputa no Japão.

Foi para a casa dela que Daniel voltou nas semanas que antecederam a viagem a Tóquio. Sentia-se, nas palavras dele mesmo, sem espírito de família.

“Estar com ela me trouxe muita paz. Foi muito bom. Minha mãe sempre foi muito guerreira, e é isso o que espero de mim mesmo nesta Olimpíada, lutar com esse espírito que ela me ensinou”, completou.

Ele passou boa parte da preparação traçando a estratégia para ser um dos cabeças de chave, o que em tese lhe daria um caminho mais tranquilo até as fases decisivas. A Covid-19 não permitiu.

Daniel teve um exame positivo para o vírus no final de maio deste ano e não embarcou para Budapeste, onde participaria do Mundial. Havia até passado um período de treinamentos na Rússia por causa do torneio que poderia lhe dar os pontos para ser um dos melhores classificados antes da decisão dos cruzamentos em Tóquio.

“Eu não sentia cheiro de muitas coisas. Passava perfume no braço e não sentia nada. Resolvi fazer o teste, e deu positivo. Foi o único sintoma que tive. Antes da pandemia, eu seria o sexto cabeça de chave, mas não ir para o Mundial me atrapalhou. Paciência, a medalha vai ter de vir de qualquer jeito, sem escolher adversário”, disse.

É uma variação da batida “quem quer ser campeão não escolhe adversário”, muito usada por jogadores de futebol. Algo que Daniel poderia ter sido. Mais uma vez, Ana Rita apareceu para dar o empurrão necessário.

O garoto treinava nas escolinhas do Grêmio, em Porto Alegre, como lateral direito. Conciliar os estudos com a prática de dois esportes se tornou cansativo, e ele tinha de tomar uma decisão.

“Ela perguntou se eu queria futebol ou judô, mas ressaltou que, se escolhesse o judô, seria mais interessante ir para um clube como a Sogipa, um lugar com mais experiência nessa área. Foi quando tomei a decisão”, lembrou o judoca, que faz parte da equipe da capital gaúcha desde então.

A escolha o levou a Tóquio. E ele sabia muito bem quais seriam seus obstáculos na capital japonesa.

“Tem o japonês e o coreano. São dois favoritos. Há também o italiano, de quem já ganhei. Se eu quiser medalhar, vou precisar derrotar pelo menos um deles”, avaliou. E ele estava certo.

O japonês é Hifumi Abe, 23, atual campeão mundial e medalhista de ouro neste domingo, justamente o responsável por vencer o brasileiro na semifinal. O sul-coreano An Baul, 27, prata na Rio-2016 e também campeão mundial, foi derrotado pelo atleta da casa.

Já o italiano citado por Daniel é Manuel Lombardo, 27, vice-campeão no Mundial deste ano e ouro no campeonato europeu. Lombardo foi derrotado outra vez pelo judoca gaúcho, desta vez nas quartas de final da atual edição dos Jogos, triunfo que permitiu ao brasileiro brigar por medalha.

Prata no Pan-Americano de Lima, em 2019, Daniel Cargnin usou como parâmetro para avaliar suas chances olímpicas o Mundial de Baku, de 2018. Ele perdeu a medalha de bronze para An Baul. Mas analisa ter sido aquele o momento em que passou a acreditar no próprio potencial e percebeu que, quando se sente bem, pode surpreender.

“Eu hoje estou mais velho, mais experiente. Posso ganhar de atletas de que não ganhei neste ciclo de preparação para Tóquio. Não foram muitos, aliás. Antes da viagem, estava treinando melhor do que treinei o ciclo inteiro. Eu me cobro bastante, e o resultado vai ser consequência da atuação de como estiver me sentindo no dia. Sei que tenho potencial para medalha.”

E as Olimpíadas de Tóquio confirmaram esse potencial.

Daniel conseguiu mostrar para a mãe, Ana Rita, que o esforço foi recompensado. Todas as ocasiões em que ela imprimiu as datas e locais das competições de que o filho deveria participar, todas as viagens para acompanhá-lo, tiveram como consequência a participação dele no Nippon Budokan, em Tóquio, e a conquista da medalha de bronze.

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