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Saiba quanto rendem R$ 1.000 na poupança, CDB e Tesouro com a nova Selic

***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019 - Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO*** São Paulo, SP, Brasil, 21-02-2019 - Cédulas de real. Papel Moeda. Dinheiro. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com o novo aumento promovido nesta quarta-feira (15) na taxa Selic pelo BC (Banco Central), para 13,25% ao ano, a maior parte das aplicações na classe da renda fixa passa a oferecer rendimentos mais atraentes aos investidores. A poupança tem o pior retorno entre as opções analisadas, mesmo sendo isenta do IR (Imposto de Renda).

Segundo levantamento realizado por Andrew Storfer, diretor de economia da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), com o novo patamar da taxa básica de juros, um investimento de R$ 1.000 no título público pós-fixado Tesouro Selic renderia ao aplicador um montante de aproximadamente R$ 110,45, considerado um intervalo de 12 meses. Com o patamar anterior da Selic de 12,75%, essa mesma aplicação entregaria ao investidor um retorno de R$ 106,32, no mesmo intervalo.

O valor considera uma taxa de juros de 13,39% da aplicação e já desconta a incidência da alíquota do IR (Imposto de Renda) de 17,5% para os investimentos resgatados dentro do prazo de um ano.

Pelos cálculos da Anefac, os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) de bancos de médio porte representam a opção mais vantajosa dentre as principais alternativas, devolvendo ao investidor que aplicar R$ 1.000 no prazo de um ano o valor de R$ 120,24, descontado o IR na fonte. Nesse caso, os juros considerados são de 14,58% ao ano.

Em relação aos grandes bancos, o valor recebido de volta após 12 meses seria de R$ 101,66, mediante a aplicação de juros de 12,32%.

O diretor da Anefac diz que é natural que os bancos de menor porte ofereçam taxas de remuneração maiores para atrair o investidor. Nesse caso, diz o especialista, é preciso ficar atento aos limites impostos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

O FGC oferece a cobertura no limite de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e instituição financeira. A garantia protege o investidor em caso de eventuais problemas enfrentados pela instituição financeira, até o limite de R$ 1 milhão em ressarcimentos a cada período de quatro anos.

Storfer chama ainda a atenção para o prazo de liquidez das aplicações em renda fixa. Caso o investidor decida vender os títulos antes do vencimento, ele terá de negociar os papéis no mercado secundário, ficando sujeito às oscilações diárias dos preços dos ativos, afirma o especialista.

POUPANÇA CADA VEZ MAIS DISTANTE DA SELIC

A caderneta de poupança tem o pior retorno entre as opções analisadas, mesmo sem ter desconto do IR (Imposto de Renda).

Apesar da recente escalada na taxa básica de juros, a Selic, que aumenta a atratividade de produtos de renda fixa de modo geral, o rendimento da poupança não muda.

Mesmo com a taxa Selic em 13,25% ao ano, e com previsões por parte dos analistas de subir ainda mais um pouco, a aplicação da caderneta segue com o rendimento inalterado em 6,17% ao ano, mais a TR (Taxa Referencial).

A remuneração da poupança é de 0,5% ao mês sempre que a Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Já quando a taxa básica é de até 8,5%, o rendimento da poupança equivale a 70% da Selic. Não há desconto do IR (Imposto de Renda).

"Com a Selic em patamares altos como atualmente, a poupança não fica competitiva, rendendo menos da metade da taxa básica de juros", diz Storfer, acrescentando que a aplicação serve principalmente para aquelas pessoas com poucos recursos para fazer aplicações financeiras e que não sabem se precisarão deles no curto prazo para alguma emergência.

Levantamento da plataforma de dados financeiros Economatica indica que a última vez em que a poupança ofereceu uma rentabilidade acumulada em 12 meses que superou a inflação foi em agosto de 2020, quando o retorno real da aplicação foi de 0,45% em um ano.

Em maio, a inflação oficial do país medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma alta acumulada em 12 meses de 11,73%, quase o dobro, portanto, do rendimento anual entregue pela aplicação na caderneta.

Apesar do quadro, os dados mais recentes do BC mostram que cerca de 164 milhões de pessoas mantinham algum valor depositado na poupança ao final de 2019.

De todo modo, em março deste ano, as retiradas em cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 15,4 bilhões, segundo dados da autoridade monetária. A greve dos funcionários do BC tem atrasado a divulgação dos números mais recentes sobre as movimentações na poupança.

Foi o maior volume de resgate para o mês de março na série histórica do BC, iniciada em janeiro de 1995, e o terceiro mês consecutivo com captação negativa em 2022.

Com a retirada de recursos no mês, o saldo da poupança (ou seja, o volume total aplicado) registrou queda de R$ 10 bilhões, passando de R$ 1,016 trilhão em fevereiro para R$ 1,006 trilhão em março.

O fluxo de recursos na poupança passou a acumular retiradas significativas ainda em 2021, justamente quando o poder de compra do brasileiro voltou a ser assombrado por uma inflação de dois dígitos.

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